quarta-feira, 29 de outubro de 2014

CUBA LIVRE, O ESCÂNDALO

Cuba Livre, o escândalo

A justiça precisa ser clara e simples de modo que o cidadão a compreenda

 
Juvenal Rodrigues*
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A justiça em Portugal caiu no descrédito total. O processo “Cuba Livre” é mais uma prova que nem a justiça escapa nesta amalgama a que chegou este país. Por muitos argumentos que o Ministério Público, juízes ou advogados queiram invocar, a verdade é que jamais algum cidadão compreenderá estas decisões absurdas que, quase sempre, ilibam de responsabilidade os prevaricadores. A desculpabilização de que a lei é a lei, já não pega pois se a lei é dúbia e confusa então mude-se a lei. A justiça precisa ser clara e simples de modo que o cidadão a compreenda. o Povo português paga a legisladores e a 230 deputados na Assembleia da República é para trabalharem. Vivemos num sistema democrático onde o principal pilar da democracia é a justiça e esta tem que ser transparente, e acessível para ricos e pobres.
A população já não consegue aceitar casos como este “Cuba Livre”, um processo iniciado na RAM em 2011, cujo aparato mais parecia um “golpe de mão” num cenário de guerra, à Secretaria das Obras Públicas, por suspeita de dívida oculta de 1.100 milhões, contas falsificadas e gestão danosa e agora simplesmente arquivado, apesar de envolto em mais que fundadas suspeitas. Começa como processo com caráter de urgência, demora 3 anos a despachar, os factos são visíveis, o secretário das finanças, Ventura Garcês, acusa o então secretário, Santos Costa de ter ocultado a divida através de um esquema informático próprio designado por “CAFEBS” onde eram registadas as faturas. Mas para o MP nada disto é prova suficiente e contra todas as expectativas manda arquivar o processo porque o então Ministro das finanças Victor Gaspar disse, na altura, que a ocultação da dívida não causou prejuízo ao país (?) ou seja, para o M.P. há práticas ilícitas mas não há dolo (fraude; má fé) Então não é fraude contrair conscientemente 1.136 milhões sabendo que quem paga é o contribuinte? Não é má fé ocultar 2.000 facturas para enganar a população com o principal objetivo de lhes sacar o voto? a senhora procuradora Auristela Pereira, para arrefecer a coisa, ainda deitou um pouco de água na fervura dizendo que se os prevaricadores cometeram ilegalidades a sua atuação é passível de penalização em sede de responsabilidade financeira. Como sempre não há culpados, como sempre cheira a grande hipocrisia.
Mas este é apenas mais um caso que se arrastará no tempo, como tantos outros, até ao esquecimento total enquanto os culpados se riem nas barbas da justiça e dos cidadãos honestos.
Podemos ainda juntar ao “Cuba Livre” o caso das praxes na praia do Meco que que roubou a vida a seis jovens estudantes e o M.P. manda arquivar quando, supostamente, ainda haverá provas que não foram devidamente exploradas.
O caso dos 15 mil milhões esbanjados em 10 anos pelos governantes incompetentes causando prejuízo para o país e miséria para as famílias .
O caso da droga e DINHEIRO descoberto num cacifo no edifício do G.Regional em julho de 2009 e que passados 5 anos, enigmaticamente ainda não mereceu atenção do M.P.
O caso dos submarinos negociados por Paulo Portas, o caso BES, o caso... e tantos que não caberiam numa edição deste matutino.
Para que o Povo acredite que a Justiça ainda “mexe”, alguns intocáveis, quando o diabo faz anos, ainda são enrolados nas malhas da lei mas 99% são ilibados ou arquivados por falta de provas(?) ou então prescrevem. Que grande comédia parece ser é nossa justiça!
Tanto se fala em rever a Constituição, face à corrupção que grassa na política, pois então comecem urgentemente por restaurar a confiança na justiça estabelecendo que os juízes do T. Constitucional, T. de Contas e Procuradoria Geral da República, a qual inclui o DCIAP, não sejam nomeados pelos Governos mas eleitos pela população como em eleições autárquicas.
O castigo dos políticos corruptos, incompetentes e prevaricadores não devem ser apenas nas urnas, devem ser também nos tribunais
* Deputado Municipal na CMF
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Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
Pretende-se um fórum construtivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.
excelente artigo que mostra bem a podridão da nossa justiça, e a razão par haver tantos corruptos na madeira e no país! Só os militares poderão pôr cobro a esta roubalheira!
muito bem meu amigo isto esta tudo podre este sistema ... amigo fui despropriado dum terreno a uns 13 anos e nao recebi nada isto e uma vergonha ... e nao ha nem tribunais nem misterio publico nem policias nada e uma enorme corrupcao ... nao ha ajuda nem nada apenas corrupcao ... isto ainda vai cair mais baixo ete pais de m... ...
Um texto digno de ser lido e relido:
O grande problema é que foram eles que colocaram os juízes e os magistrados e estes devem-lhes mais que não seja um dever de gratidão, e pior ainda as leis foram feitas por estes mesmos políticos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A ORGANIZAÇÂO

A organização

Juvenal Rodrigues
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Nos anais da história dificilmente se encontrará um pequeno arquipélago como a Madeira em pleno Oceano Atlântico governada, desde fim do séculos XIX até princípio do Século XX, por um duo de nome Alberto J. Jardim, um animal político que a tudo recorria para ganhar eleições e Jaime Ramos um apolítico que nada percebia de política mas tinha tudo de arruaceiro. E se agora destaco estes personagens em detrimento de um Partido político é porque de Partido o psd-m apenas tinha a sigla e funcionava como um bando de interesseiros, entre deputados, “delfins” e afins onde a esmagadora maioria concordava com o chefe em troca do seu bem estar político e mordomias pessoais.
A próxima geração dificilmente compreenderá como foi que esta “organização de interesses ocultos” conseguiu 47 vitórias em 39 anos de poder, num país democrático. Terão que consultar os escritos à margem da História, como este e outros, para perceberem como foi isto possível e como foi possível esta “organização”, totalmente controlada por este dueto, implodir. Interrogar-se-ão porque Jardim e Ramos nunca brigaram apesar do mau feitio de ambos mas saberão que a hecatombe da “organização” foi provocada por A. J.Jardim na sua desmedida ganância pelo poder que de ano para ano prometia, aos seus “delfins” a cadeira da Quinta Vigia, até eles perceberem que estavam a ser enganados. Perceberão como a população foi enganada com obras faraónicas (muitas inacabadas) as quais a ilha não tinha posses para pagar vendo-se, em 2011, confrontada com 6.000 milhões de dívida dos quais, 1.100 milhões em 2.000 faturas escondida.
Verão ainda que essas 47 vitórias só foram possíveis com falsas promessas, inaugurações bem urdidas e com obras acabadas à pressa a tempo de eleições, à moda do ditador Salazar e ainda esbanjamento de dinheiro em apoios sociais à Igreja e a instituições comandadas pelo psd-m. Ouvirão falar que o Governo fez algumas estradas rurais, levou água e luz a muitos sítios granjeando a admiração dos mais desfavorecidos já que, devido ao atraso social que a Madeira vivia em 1975, fácil seria a qualquer Governo fazer obra uma vez que começou a entrar, na Madeira, rios de dinheiro (tudo o vento levou) da U.E e do O. de Estado. Os mais humildes também se habituaram a ver no governante o Senhor Feudal a quem deviam subserviência pela obra feita sem saberem que este apenas cumpria o seu dever de Governo. A história não dirá que Jardim discursava para a esquerda ouvir mas governava para a direita beneficiar porque lá estavam os amigos do regime. Que desde sempre se colou ao clero porque sabia o peso que a Igreja tinha onde Bispos e alguns padres manipulavam o Povo pregando a doutrina psd. Que mesmo faltando dinheiro para a saúde e a educação ele sempre privilegiou o seu brinquedo (JM) esbanjando nele 4 milhões/ano para propaganda do seu psd-m e 6 milhões/ano para o futebol profissional já que paixões clubísticas também davam votos.
No auge do poder auto proclamou-se “o único importante”e criou a mística de que os madeirenses eram “o Povo Superior” mas algumas vezes, como quem dá o pão dá o ensino, sentiu-se no direito de insulta-los chamando-lhes cachorros e outros impropérios.
Na festa da “organização” no Chão da Lagoa, este duo pedia a independência e vociferava insultos contra Lisboa mas, mais tarde, quando se descobriu a dívida escondida, andou de mão estendida a mendigar dinheiro negociado sob grande pressão, com altos encargos para as próximas gerações, e empenhando até a autonomia.
No ano da graça de 2014, finalmente, esta outrora poderosa“organização”comandada por este duo maquiavélico está agonizante, não tem dinheiro para mandar cantar um cego e a descomunal dívida da “Singapura do Atlântico” ainda só começará a ser paga em 2016. Entretanto o grande chefe mandou tudo às urtigas e vai viajando pela Europa para fugir ao odor dos cadáveres políticos que sucumbiram pela implosão do seu psd. Os candidatos a líder da “organização” tentam branquear o passado e até já falam em democracia. Dizem o piorio uns dos outros para fugirem ao castigo do Povo e até esqueceram que todos eles aprenderam na mesma escola do chefe. Todos eles, por esta altura, já escrevem para o Diário dos Blandy, o mesmo a quem o grande chefe os proibiu de ler ou nele escrever (e eles anuíram) porque era, na boca do U.I., o inimigo nº1 do regime vigente por denunciar falcatruas que o seu J.M. não revelava.
Recomendo às próximas gerações que não leiam apenas a História de Portugal ou a Enciclopédia madeirense. Leiam também à margem destas porque muitos corajosos madeirenses, mesmo com risco de serem perseguidos na política e no emprego, levantaram a voz e deixaram estes registos para que se saiba quem arruinou a vossa terra. No futuro usem bem o voto, não o entregando a qualquer reles manipulador do Povo.
Publicado no D.Notícias, Funchal em 26 setembro 2014

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Artigo muito bem escrito que narra a verdade de tudo o que se passou e está a passar na nossa Ilha, é preciso que haja alguém que diga estas verdades.

As fraudes, as burlas, jogam com a ganância das pessoas e aqueles que pensam estar a ganhar quando tudo acaba saem a perder. Por aqui se percebe que os defraudados não são diferentes daqueles que os burlaram. Infelizmente qualquer partido que queira atingir o poder terá que recorrer aos mesmos meios pois as vítimas de burlas só acreditam em quem lhes promete mundos e fundos e nem depois da fraude mudam de comportamento. O "sistema político" tem que ser redesenhado pois não há natureza humana que não caia em tentação quando o "sistema" está desenhado para anjos. Como não o somos o "sistema" será sempre usado da forma errada.

"desde fim do séculos XIX até princípio do Século XX"
Suponho que queria dizer XX e XXI respectivamente...

Embora com atraso, reconheço o lapso. Onde faço referência ao século XIX e século XX deveria ser século XX e século XXI. Agradeço a chamada de atenção deste leitor e a todos os outros as minhas desculpas.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

TERRAMOTOS FINANCEIROS


     

                                    Juvenal Rodrigues 
                                    Deputado Municipal na CMF

Terramotos financeiros

Este triste Mundo em que vivemos, está a tornar-se uma pirâmide construida sobre a ganância, a corrupção e a promiscuidade onde uns galgam as costas dos outros a ver quem chega mais depressa ao topo. Nem tiveram ainda tempo para perceber que o topo é apenas uma miragem que está a provocar estrondosas quedas. A ganância ofuscou-lhes os sentidos já que nem sentem os grandes terramotos financeiros, que estão a empurrar o Mundo para a rotura total. Só aí, eles e as gerações vindouras aperceber-se-ão da intoxicação com que estes insanos sem escrúpulos e mentirosos compulsivos estão a poluir o Mundo.
Meditem nos casos BPN, BCP, BES e outros e terão a ilustração completa da ambição desmedida. Têm o que merecem, diria, pela sua ambição desmedida. O pior são as sequelas deixadas nos países e nas populações por estes irracionais.
Mas, paradoxo dos paradoxos, a estupidez de poucos está a arrastar muitos para a ruína incluindo cidadãos inocentes que pouparam durante uma vida. O que fazer? Guardar o dinheiro debaixo do travesseiro sujeito a roubos ou incêndios ou guarda-lo no Banco e viver aterrorizados sem saberem qual o dia que acordam e, mesmo com uma poupança no banco, não terão dinheiro para comer?
Uma frase celebre de Wiliam Ernest Hocking descreve o momento que o Mundo atravessa; “as únicas desgraças completas são aquelas com as quais nada aprendemos.
Não digam que sou pessimista ou que tenho filosofia comunista por denunciar um capitalismo ultra livre porque a realidade incontestável está ai aos olhos de todos. O próprio Governador do BdP afirmou, um dia destes perante o país que o nosso sistema financeiro esteve à beira do colapso. E agora a grande interrogação! Uma vez que nada se aprende com os erros quantas vezes mais estaremos, no futuro, na mesma situação? O grau de promiscuidade entre governantes e o poder económico é de tal ordem que até com a queda de um Banco os especuladores desonestos ganham 52 milhões.
Alguém tem uma explicação plausível para a degradação do tecido empresarial sobretudo no nosso país? Até aos anos 80 ainda se abriam negócios que duravam uma vida e onde patrões e funcionários podiam contar com um emprego estável e planear o seu futuro familiar. Hoje abre-se negócios sem um estudo de sustentabilidade ou viabilidade económica sendo condição sine qua non ter uma ideia e um Banco que empreste dinheiro mesmo que o negócio nem renda o suficiente para pagar os juros do capital investido. O resto seja o que Deus quiser!
Na verdade a atual economia de mercado sem regras e sem limites apenas gera dinheiro para poucos e dívidas para muitos acabando com postos de trabalho e lançando populações na miséria. O sistema financeiro está estudado e planeado para os grandes agiotas ganharem fortunas em juros pagos pelos pequenos países e pelos pelos médios e pequeno empresários que foram a sustentabilidade do tecido empresarial e a garantia de muitos postos de trabalho. O Papa Francisco chama a atenção quando descreve esta nova escravatura moderna como uma praga social. Até 2020 virá da U.E. Para Portugal mais 26 mil milhões fora o que já entrou até aqui, alguém faz uma ideia o que foi, e será, feito de tanto dinheiro e quem o pagará?
O mercado sem regras foi uma aventura iniciada nas terras do Tio Sam que até aqui tem resultado mas terá os dias contados visto que os americanos têm apenas cifrões no lugar dos neurónios o que não lhes permite raciocinar ante os milhões. Obviamente que esta roda da fortuna não assenta em bases sólidas e começa-se a assistir a grandes quedas de grandes multinacionais que arrastam tudo o que gira em à sua volta.
O Mundo de hoje entrou numa espécie de funil onde cabem todos à entrada mas apenas passam alguns pela saída. A grande maioria morrem no meio espezinhados uma vez nem podem sair nem podem voltar atrás e assim restarão os muito ricos e os muito pobres.
Acredito que estamos a chegar ao fim de um ciclo democrático apregoado de uma grande conquista, tal como chegamos ao fim do ciclo das Dinastias, do ciclo Comunista e do ciclo Ditatorial porque a estupidez humana não tem limite e acaba por destruir tudo o que tem em mãos deixando em seu lugar apenas o caos.

PUBLICADO NA COLUNA "OPINIÃO" DO D.NOTÍCIAS MADEIRA EM 26.08.2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O CASO NAVIO ATLÂNTIDA

O caso navio Atlântida


O que vale é que a população vive inebriada pelos mexericos dos famosos em revistas cor-de-rosa

 
Juvenal Rodrigues
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Neste país da irresponsabilidade, raramente alguém é chamado à responsabilidade.
A justiça cara e inacessível ao cidadão comum deixa impune os poderosos e castiga aqueles que não têm dinheiro para a ela chegar.
Caso paradigmático foi aquela ”novela” do navio “Atlântida” encomendado pela empresa pública açoriana “Atlânticoline” e mandado construir nos Estaleiros de Viana do Castelo. A não aceitação do navio pelo Governo dos Açores causou aos EVC um prejuízo de 70 milhões de euros mas até agora não vi ninguém ser chamado a contas nem assumir responsabilidade.
O navio foi rejeitado pelo Governo açoriano porque não cumpria os requisitos do contrato, segundo consta, a nível da velocidade. E então de quem é a culpa? Então deixa-se arder um negócio à volta de 70 milhões por causa de um ou dois nós a menos na velocidade do navio e ninguém dá explicações? A administração da EVC não soube interpretar um contrato ou a “atlanticoline” apeteceu-lhe simplesmente rejeitar o navio?
Entretanto por um “pequeno” pormenor a EVC fica lesada em cerca de 70 milhões já que o navio foi “oferecido” em leilão à empresa grega “Thesarco Shipping” por 12.8 milhões. Desses 12.8 milhões o EVC ainda terá que pagar 8 milhões de indemnização à Atlânticoline e a própria EVC acaba por ser vendida em saldos a uma empresa privada com a maior parte dos trabalhadores da EVC a irem agora engrossar as fileiras do desemprego acarretando mais despesa ao Estado (só neste país. E então...ninguém vai preso?
Tudo isto se passa nas barbas do pacífico contribuinte português que paga por todas as asneiras dos governantes, não pedem explicações e não exigem responsabilidade. Então isto não é um caso de polícia? Será difícil ao Ministério Público investigar e chegar ao culpado deste rocambolesco caso? Daqui por uns tempos vão se lembrar de abrir um inquérito mas, como é costume, o caso já prescreveu.
Por sua vez o fisco anda numa furiosa e cega caça à fuga de impostos daqueles que vendem meia dúzia de castanhas ou da tasca da esquina que vende um petisco sem fatura, mas perde milhões em tantos casos sem explicação. Depois admiram-se como é que este Portugal, das mentes pequeninas, chegou ao estado calamitoso em que se encontra.
Mas os casos não ficam por aqui neste pobre país onde a justiça funciona a três velocidades, tarde, mal e nunca, deixando que os processos prescrevam e os prevaricadores fiquem impunes.
O caso BPN enriqueceu tantos corruptos  mas até hoje o contribuinte é que foi castigado tapando aquele enorme buraco com os seus impostos. Com o BCP e, recentemente o BES, irá acontecer a mesma coisa. O T.C. apura várias ilegalidades na atribuição de subsídios aos partidos constatando que os deputados na ALM custam 90.000 euros, os deputados nos Açores custam 15.000€ e os da A.R. Custam 4.000€. Só agora detetaram estas irregularidades depois de praticadas à vários anos? Como é que um pequeno e pobre país se pode dar ao luxo de desperdiçar tantos milhões quando até já morrem pessoas por falta de medicamentos? Neste país “do faz de conta” até a incompetência é premiada. Mesmo assim o Estado ainda se atribui poderes para penhorar qualquer bem do contribuinte, por qualquer dívida ao fisco, sem sequer ir a tribunal, o que eu pessoalmente considero um abuso de poder. Nem no tempo de Salazar o cidadão viveu tão perseguido e coagido.
O que vale é que a população vive inebriada pelos mexericos dos famosos em revistas cor-de-rosa, pelas apaixonantes discussões sobre o futebol, pelas telenovelas e pelos concursos televisivos que nem se dá conta da galopante degradação da sua condição de vida.
Quando se chega a um ponto em que “todos têm razão” o país está perto da anarquia e Portugal, a par de outros países europeus, encaminham-se a passos largos para um regime de sentido único como na Venezuela onde a incoerência governativa  e falta de consenso político deu origem ao aparecimento de um Chaves auto-intitulado salvador da pátria.
Publicado no DN Funchal em 24.o7.14, página "opinião"
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Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.
De que me serve poder dizer mal em democracia, se a liberdade quase me obrigou a eleger aqueles que deslapidaram o património do meu país?
Algo está mal neste tipo de democracia que a liberdade ainda não conseguiu corrigir.
Há que estar acima dos partidos e meter o dedo na ferida. Subiu uns pontos na minha consideração...
ja esta esquecido este assunto...como sempre..

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A DÍVIDA DE D.DUARTE I À MADEIRA


A dívida de D. Duarte I à Madeira

O Governo Regional apresentou as contas do deve e haver entre a Região e o Continente desde 1433, a outra “reencarnação” de Jardim, já nessa altura rei sem coroa do reino da Madeira e único importante, até 1976 atual “reencarnação” altura em que se iniciou como aprendiz de ditador.
Desde 1976 até a data Jardim mais uma vez teve sorte porque o estudo do deve e o haver emperrou porque os 284.500 euros gastos já não cobria o estudo do período jardinista, de gastos e “regabofe”, desde 1976 até 2010 quando a República de Passos e Portas mais a Troika dona de todos os euros disseram em uníssimo: Alto e pára o baile ó “jardinjinho” brinca na areia – qualquer referência a casas de férias é pura coincidência-, podes mandar em tudo mas no dinheirinho mandamos nós. A inglória carreira política de Jardim acabou mas ainda não acabou o mau feitio e os disparates de um governante que sabendo o estado miserável que a Madeira chegou ainda surripiou à saúde, ao ensino e a diversas carências da Região, 284.500€ apenas para dizer que tem sempre razão e justificar uma coisa inócua que não trará o menor benefício para os madeirense a não ser que ele ainda ponha um processo em tribunal contra D.Duarte I , o Rei filósofo da dinastia de Avis em 1433 ou então ainda venha a a firmar de peito inchado que já sabia – o homem sabe tudo- que o Reino era devedor de 8 mil milhões de euros por isso endividou a Madeira em cerca de 7 mil milhões, Assim o Reino português ainda deve ao reino da Madeira” mil milhões de euros. Pronto está justificada a dívida da Madeira por culpa dos outros e não se fala mais nisso! Eu sou o maior porque algum dos meus sucessores- Miguel Albuquerque não- ainda têm a haver mil milhões para a hipótese muito remota de serem Governo na Região. “e o burro sou eu? Ponham-me nas Selvagens longe de Jornais e telejornais porque já não posso ouvir e ver tanto disparate de uma classe de governantes medíocres que se julgam os maiores mas apenas souberam gastar os parcos recursos de um Povo que já nem lhe sobra dinheiro para alimentar a família. Encavalitados no seu ego nem se apercebem que estão a governar um país de pedintes, delapidado por uma classe de egoístas sem escrúpulos que vivem à custa dos impostos daqueles que se sacrifica para que eles tenham uma vida de luxo cheia de mordomias. 

Juvenal Rodrigues  
Publicado nas cartas do leitor do D.Notícias Madeira em 3 julho 2014