segunda-feira, 4 de abril de 2011

A COMISSÃO DOS 7 MAGNÍFICOS



Todos os madeirenses sensatos que ainda não foram contagiados pela febre do PSD-M, mais aqueles que já se curaram,  deveriam demonstrar a sua indignação e o seu repúdio gritando bem alto a sua revolta perante esta farsa chamada Comissão de Inquérito (ou será de inquisição?) para a Comunicação Social levado a efeito por um grupo “isento” e “pluralista” composta por 7 elementos do PSD-M. Só por aqui já se pode aquilatar da seriedade política desta comissão que até ignorou documentos que poderiam contribuir para apuramento da verdade. Esta maioria comodamente instalada já trata a população como atrasadinhos mentais que não sabem distinguir entre a verdade e a farsa. Esta desfaçatez  para distorcer a verdade dos factos na tentativa de calar um órgão de informação livre como é o D. Notícias e fabricar desculpas esfarrapadas para continuar a injectar 4 milhões/ano num pasquim de propaganda política a favor do partido do Governo e seus acólitos dá-me o legítimo direito de acreditar que a Madeira aproxima-se perigosamente da ditadura pura e dura. Até aqueles que, levados por um discurso manhoso, votaram para manter este Governo já se apercebem, embora tardiamente, do logro em que caíram durante tantos anos. Começam agora a juntar 2+2 (política vs dinheiro) e questionar o desgoverno deste Governo que desbaratou rios de dinheiro oriundos da U.E, do Orçamento de Estado e das receitas próprias da RAM sendo todo esse dinheiro esbanjado até ao ponto de não haver verbas para pagar a MMC pondo em risco centenas de postos de trabalho. O dinheiro também faltou para pagar às farmácias pondo em risco os doentes diabéticos por falta de comparticipação nos medicamentos. O desemprego cresce assustadoramente de dia par dia porque a política de investimento foi um verdadeiro desastre e o calote às empresas é cada vez maior. Depois de tudo isto um Governo megalómano e em completa derrapagem política e financeira ainda quer enterrar mais dinheiro em estádios de futebol, mais 20 milhões na Marina fantasma do Lugar de Baixo e ainda converter um aterro numa Marina, contra todos os pareceres, só por teimosia e para não admitir o erro. Para aquilatar da sanidade mental deste Governo, já à muito enfermo de ideias e soluções para governar, a única resposta do Dr. Jardim, depois de 34 anos a governar a Madeira,  é subir a um palco para proferir o discurso de um político imaculado após de ter colocado a Madeira à beira da bancarrota mas afirmando sempre que tudo isto é culpa do Sócrates que, por ironia do destino, após o 20 de Fevereiro (cheirava a dinheiro fresco) era um grande amigo dele. Haja honestidade e decência política porque os pacíficos e tolerantes madeirenses já estão fartos e aquela revolução que o Dr. Jardim preconiza (ou incentiva?) para Portugal pode começar pela Madeira.

Juvenal Rodrigues

Publicado nas “Cartas do Leitor em 4.4.11

AS MEDIDAS DO FMI



Introdução.
Recebi este e-mail e desconheço a sua origem mas estou a lança-lo no meu blogue  porque no momento que o país atravessa, com o vem não vem do FMI, talvez seja útil a população tomar conhecimento, em parte ou totalmente, do que poderão vir a ser as medidas deste organismo. Não sei se a informação é totalmente correta porém o que está escrito faz todo o sentido e vale a pena ler para ver a quem interessa, ou não, a vindo do FMI para portugal
Leiam-nas e tirem as suas ilações

O QUE PARECE INEVITÁVEL PODERÁ NÃO O SER.
BASTA QUERER MUDAR A ATITUDE....
A OPÇÃO É NOSSA............
PORTUGAL AINDA É MEU !!!!

Na Grécia, o FMI deu nisto. Com as devidas proporções preparem-se para o que nos vai sair na rifa.

Sector Público

·                   Corte do subsídio de férias e natal para todos os empregados públicos que ganhem mais de 3000€/mês brutos. Quem ganhar menos de 3000€ vai receber 250€ pela Páscoa, 250€ no Verão e 500€ no Natal;
·                   Reduzir os subsídios de 8 a 20% no sector público estado e 3% nas empresas públicas
·                   Uniformizar todos os salários pagos pelo estado;
·                   Congelar todos os salários do sector público até 2014.

Sector Privado

·                   Chegou-se a um acordo colectivo, assinado em 15 de Julho, pelo qual os empregados do sector privado na Grécia continuam a receber o seu salário anual em 14 pagamentos (chegou a ser sugerido passar para 12 pagamentos). Não houve aumentos em 2010 e prevê-se aumentos de 1.5 a 1.7% para 2011 e 2012 - muito abaixo da inflação actual que ronda os 5.6%.
·                   Imposição de um imposto aplicado uma única vez às empresas que tenham tido mais de 100 000€ de lucro em 2009:
·                          100 000 a 300 000: 4%;
·                          300 001 a 1 000 000: 6%;
·                          1 000 001 a 5 000 000: 8%;
·                          Mais de 5 000 000: 10%.
·                   Alargar os limites pelos quais os empregadores podem despedir funcionários:
·                          Empresas com até 20 empregados: sem limite;
·                          Empresas com um número de empregados entre 20 e 150: até 6 despedimentos por mês;
·                          Empresas com mais de 150 empregados: até 5% dos efectivos ou 30 despedimentos por mês.
·                   Redução das indemnizações por despedimento, que também poderão ser pagas bimensalmente;
·                   Pessoas jovens, com menos de 21 anos podem ser contratadas durante um ano recebendo 80% do salário mínimo (592€). O pagamento da segurança social também será apenas de 80% e findo o ano de contrato têm direito a ingressar nos centros de emprego;
·                   Pessoas com idades entre os 15 e os 18 anos podem ser contratadas por 70% do salário mínimo, o que dá 518€;
·                   Os empregados considerados redundantes não podem contestar o despedimento a menos que o empregador concorde;
·                   Empregados pela primeira vez, com menos de 25 anos, podem ser pagos abaixo do salário mínimo;
·                   Pessoas que auto empregadas com OAEE (sistema de seguro para empresários em nome individual), que por qualquer motivo não tenham trabalho, são cobertos pelo seguro durante até dois anos desde que:
·                          Tenham trabalhado um mínimo de 600 dias, mais 120 por cada dia acima dos 30 anos até terem chegado aos 4500 dias ou 15 anos de trabalho;
·                          Não estejam segurados por um seguro do sector público.
·                   Liberalização das profissões ou sectores fechados (são aquelas profissões ou sectores que necessitam de autorizações do estado ou que estão altamente reguladas, tais como notários, farmácias, cirurgiões, etc). Esta medida não foi implementada dado que há processos a decorrer no Tribunal Europeio;
·                   Cancelar o segundo pagamento de pagamentos de solidariedade (NT: não sei muito bem a que se referem estes pagamentos.);
·                   Aumentar as contribuições para a segurança social em 3%, tanto para empregados como empregadores.

Pensões/Reformas

Notar que a reforma do sistema de pensões já tinha sido discutida muito antes da entrada do FMI, mas nunca tinha sido implementada. A grécia tem uma percentagem desproporcionada de população idosa, cerca de 2.6 milhões e uma população activa na ordem dos 4.4 milhões, isto para uma população total de 11.2 milhões. Isto obriga o estado a contrair empréstimos para puder efectuar os pagamentos mensais.
A 8 de Julho aprovou um conjunto de princípios depois de terem sido efectuadas mais de 50 emendas à lei. As medidas mais importantes foram:
·                   Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas que recebam mais de 2 500€/mês brutos. Aqueles que ganhem menos de 2500€ vão receber 200€ pela Páscoa, 200€ pelo Verão e 400€ no Natal;
·                   Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas com menos de 60 anos, excepto para aqueles que tenham o número mínimo de anos de contribuição, tenham menos dependentes ou estudantes com menos de 24 anos a viver na mesma casa;
·                   Todas as pensões congeladas até 2013;
·                   Calculo das pensões tendo em conta toda a carreira contributiva. Vai estar em vigor um sistema de transição até 2015;
·                   Passagem da idade de reforma no sector público e privado para os 65 anos;
·                   Ajustes da idade de reforma tendo em conta a esperança média de vida a partir de 2020;
·                   As pessoas podem-se reformar a partir dos 60 anos com penalizações de 6% por cada anos, ou aos 65 anos com pensão completa depois de 40 anos de serviço. A partir de 2015 ninguém abaixo dos 60 se poderá reformar;
·                   Os trabalhadores que tenham trabalhos de desgaste rápido podem reformar-se a partir dos 58 anos (antes era 55) a partir de 2011;
·                   Desconto para um fundo de solidariedade social (LAFKA), a ser feito pelos pensionistas que ganhem mais de 1400€, a partir de 1 de Agosto de 2010:
·                          1401 a 1700: 3%;
·                          1701 a 2300: 5%;
·                          2301 a 2900: 7%;
·                          2901 a 3200: 8%;
·                          3201 a 3500: 9%;
·                          Mais de 3500: 10%.
·                   Aumento da idade de reforma para mães trabalhadoras:
·                          No sector privado: para 55 (era 50) em 2011, 60 em 2012 e 65 em 2013;
·                          No sector público: para 53 em 2011, 56 em 2012, 59 em 2013, 62 em 2014 e 65 em 2015;
·                          Com três filhos: 50 em 2011, 55 em 2012 e 60 em 2013.
·                   Retirada da pensão aos ex-empregados públicos que sejam apanhados a trabalhar e tenham menos de 55 anos; Corte em 70% se tiverem mais de 55 anos e se a pensão for mais de 850€/mês. A partir de 2011;
·                   Limitar a transferência de pensão de pais apra filhos segundo critérios de idade e rendimento, o que inclui o pagamento de 26 000 a filhas divorciadas ou solteiras de empregados bancários e empregados públicos. Se os filhos podem receber duas destas transferências, apenas receberão uma delas, a maior, a partir de 2011;
·                   A pensão completa pode ser transferida para viúvas(os) se a data da morte ocorreu após cinco anos de casamento e o cônjuge vivo tem mais de 50 anos e se certos parâmetros de rendimentos são cumpridos. No entanto, durante os primeiros três anos após a morte os pagamentos serão retidos;
·                   Estabelecimento de uma pensão mínima garantida de 360€;
·                   As pensões não devem exceder 65% do rendimento auferido enquanto se trabalhava (anteriormente este número podia chegar aos 96% baseado nos últimos anos de trabalho e nos mais bem pagos);
·                   Os que não pagaram segurança social podem receber a pensão mínima desde que tenham mais de 65 anos, não tenham rendimentos e que vivam há mais de 15 anos na Grécia;
·                   Fusão dos 13 fundos de pensão Gregos até 2018. Os fundos dos trabalhadores por conta de outrem, agricultores, empresários em nome individual e trabalhadores do sector público, serão integrados na segurança social até 2013;
·                   Reduzir o número de fundos que servem os advogados, engenheiros, jornalistas e médicos;
·                   Reforma completa das condições de reforma dos militares e forças de segurança o que inclui aumentar a idade de reforma e a remoção de bónus especiais;

Impostos

·                   IVA: todas as taxas de IVA foram aumentadas 10%: 5 para 5.5%, 10% para 11% e 21 pra 23%;
·                   Imposto sobre tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis: imposto adicional de 10%;
·                   Imposto em automóveis de luxo (novos e usados): 10 a 40% baseado no valor em novo e no valor de mercado;
·                   Publicidade na TV: toda a publicidade na TV está sujeita a um imposto de 20% a partir de 2013;
·                   Imposto especial de 1% para aqueles que tenham um rendimento líquido de 100 000€ ou mais.



quinta-feira, 17 de março de 2011

HAARP vs JAPÃO



O impensável, segundo parece, está a acontecer.

Registei este e-mail, que recebi, no meu blogue para que fique registado para que no futuro as gerações vindouras possam testemunhar quanto de verdade existe nestas declarações.

Se isto é totalmente verdade, como os testemunhos fazem crer, então acredito que o ser humano enlouqueceu de vez e dentro de uma década, digo eu, terá havido consequências terriveis para o Mundo!

Não percam, vejam o filme até ao fim e divulguem a ver se as pessoas sensatas conseguem travar esta loucura colectiva apenas por intereses económicos e de poder absoluto.   



sexta-feira, 4 de março de 2011

GRITE QUEM GRITAR UM DIA VAI ACABAR


Se vivo em democracia, pelo menos aparente, jamais aceitarei um Governo déspota, insano ou teimoso que possa vir, de qualquer modo, pôr em risco a terra que me viu nascer que gostaria fosse o futuro lar dos meus filhos, netos e gerações vindouras. 
Alguém já contou quantos Governos, em democracia, se dirigem ao povo nos termos: Energúmenos, parvalhões, analfabetos, ignorantes e idiotas? Quanto a mim estes termos só poderiam ser usados numa verdadeira ditadura onde os governantes se julgam deuses com poder absoluto sobre tudo e todos. A minha mente impôs-me esta reflexão  quando ouvi o discurso do Dr. Jardim, creio que numa inauguração em Santana, onde o governante proferiu estes impropérios e ainda exclama: “eu estou numa democracia representativa, o povo aceita e se não aceita escolhe outro governo!” referindo-se ao hospital que prometeu e não quer cumprir. Depois, referindo-se ao aterro, diz: “grite quem gritar” dando a entender que poderá “chover cobras e lagartos” que vai seguir a sua avante. No meu entender isto é uma constatação, clara, de que a Madeira vive um  défice democrático. Ou, numa 2ª análise, tem um governante já desesperado, em fim de carreira, que não tem nada a perder e até anseia que o Povo lhe dê um “empurrão”. Vejamos as incoerências de um Governo! Depois de 10 anos, e gasto 4 milhões, descobre que fazer o novo hospital sai muito caro, porém não se coíbe de gastar o dinheiro em estádios de futebol e numa das “noivas caras”, o J. M. Quer gastar 40 milhões de um dinheiro destinado à reconstrução da Madeira - só possível ao abrigo da duvidosa lei de meios- num mirabolante cais de 300 m para acostagem de navios de grande porte o que, julgo, será mais um “porco” igual ao da Marina do Lugar de baixo. Já agora que estou com a “mão na massa” e, porque parece que irá haver um inquérito a opinião publica, aproveito e adianto-me. Será que alguém já aventou a hipótese de remover, apenas uns metros mais para fora, aquele aterro, para fazer lastro no fundo do mar onde assentaria o prolongamento da actual pontinha ficando assim com mais 300 metros para acostagem dos tais navios e aproveitando as recentes instalações alfandegárias que custaram tanto dinheiro? Além de satisfazer a maioria dos madeirenses e limpar a nossa linda baía talvez não se gastasse muito mais dinheiro. Posso até estar a dizer um disparate mas, entre tantas, a minha opinião vale o que vale até ouvir pessoas entendidas na matéria a se pronunciar sobre esta hipótese. Porque já me resta pouco espaço quero finalizar agradecendo alguns comentários, online e felicitações pessoais, dos leitores do Diário, às minhas “cartas do leitor”. Sem procurar  protagonismo empenhar-me-ei, sempre, em defender a minha/nossa querida ilha.
Juvenal Rodrigues

Publicado no Diário Notícias em 4.03.2011               


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

NUNCA ESTIVEMOS TÃO PERTO


 A Madeira vive, politicamente, uma situação agitada como não vivia há trinta anos após o Sr. José Manuel Coelho ter participado nas eleições para a P. República. No meu entender, de um dia para o outro, o Sr Coelho viu-se com uma criança nos braços, (entenda-se 46.000 votos dos madeirenses)  e agora não sabe o que fazer com a dita cuja uma vez que nem ele a esperava. Por sua vez os partidos da oposição, na tentativa de cuidarem da criança, têm contribuído bastante com sugestões, coligações e demais confusões para confundir e desorientar os eleitores madeirenses que começam finalmente a vislumbrar o fim do regime jardinista. Ou seja, parece que todos os partidos da oposição querem agora disputar os votos que o Sr. Coelho conquistou em vez de se virarem para os eleitores insatisfeitos com o PSD-M e para os abstencionistas que não votam por acharem que não têm uma alternativa válida a este regime. Tornam-se assim agentes “laranja” infiltrados nas hostes da oposição para  tornar inócuo qualquer projecto que vise derrubar o poder. Ao ver os erros sistemáticos desta oposição, se me fosse permitido dar um conselho ao Sr.José M.Coelho dir-lhe-ia: O senhor não terá, obviamente, até Outubro, possibilidades de concorrer ás eleições em todos os conselhos da Madeira mas, se conseguiu 7.500 assinaturas para concorrer à P.R., julgo que não terá dificuldade, de maior, em conseguir concorrer com listas próprias no Funchal, Santa Cruz e Machico, Conselhos onde as populações lhe deram a vitória mostrando o seu descontentamento com a forma como estão a ser governados. Por sua vez, os partidos da oposição deveriam concorrer individualmente capitalizando assim os votos do seu eleitorado mais fiel enquanto o movimento “Juntos pela Madeira”(?) iria capitalizar os votos dos abstencionistas e dos insatisfeitos com este Governo. Se o objectivo de toda a oposição madeirense é, como afirmam, derrubar este regime putrefacto que nos (des)governa à tantos anos nada melhor que mais uma força na oposição. Dir-me-ão: mas o Sr. Coelho não vai ganhar as eleições! Também acho que não, porém, mais 46.000 votos contribuiria definitivamente para retirar a maioria absoluta ao PSD-M. Depois impunha-se que a toda a oposição ganhasse juízo e apresentassem propostas credíveis, com acordos sérios, pré ou pós eleitoral,  afim de não deixar passar todas os projectos absurdos que esta maioria laranja tem aprovado todos estes anos na ALM. Os madeirenses nunca estiveram tão perto de se verem livres deste sufocante poder laranja por isso, para salvar a Madeira, é dever da oposição engolir os orgulhos e preconceitos e não deixar passar esta oportunidade.

Juvenal Rodrigues.

Publicado em “Cartas do Leitor” no Diário Notícias em 18.2.11   

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

SINAIS DE MUDANÇA


Foram tantos anos a votar numa figura carismática que os madeirenses se habituaram a escolher os seus líderes pelo seu carisma e não pelo seu projecto político. Neste momento o Sr. José Manuel Coelho, surgindo do nada, já vale tanto como o Dr. Jardim em capital político mas com a mais valia de ter tido a coragem de enfrentar o eleitorado português de Norte a Sul, coisa que o Dr. Jardim nunca teve. Já estou mesmo a imaginar, para as próximas eleições legislativas regionais um slogan: “plataforma democrática urgente com Coelho à frente” e certamente que não é pelo seu projecto político visto ele nunca o ter apresentado publicamente. Uma coisa é certa os sinais de mudança estão à vista e não fora as freguesias rurais da Madeira, aquelas cujas idades avançadas dos votantes e menos esclarecidos se diferenciam, J.M. Coelho teria, mesmo, ficado à frente do grande favorito Cavaco Silva (39 contra 44%). Isto porque Funchal, Santa Cruz e Machico, conselhos onde as populações já têm uma maior cultura democrática demonstraram bem a sua saturação e o seu descontentamento em relação a uma governação amorfa caduca e “ediota” (entenda-se sem ideias) que os governantes madeirenses têm apresentado a uns anos a esta parte. Quero ilustrar esta apreciação com um comentário que me chocou profundamente quando um madeirense respondia a uma reportagem de exteriores da  RTP –M no decorrer dos resultados eleitorais: “o meu voto é sempre o mesmo, eu nunca mudo. Por aqui podemos aferir o grau de cultura democrática que alguns madeirenses, infelizmente, ainda têm no que concerne ao exercício da democracia! Os partidos não são clubes de futebol com os quais simpatizamos desde pequenos, eles precisam de se alternar na governação conforme os seus programas sociais e para não criar vícios ou tendências que prejudiquem as populações. É esta salutar alternância que distingue uma ditadura de uma democracia. Voltando aos resultados destas eleições para P. República concluo que: J.M. Coelho consegui travar a superioridade do PSD-M coisa que a oposição na Madeira ainda não conseguiu e que a abstenção (52.47%)  foi a grande vencedora porque os portugueses quiseram castigar os políticos pelas políticas anti-sociais, que desde à muito,  independentemente da cor que exerce o poder, estrangulam as classes pobres e médias  beneficiando descaradamente as classes da alta finança,  dirigentes com altos cargos políticos, governantes, especuladores, gestores, corruptos e os “jobs for the boys”. Nunca como agora as massas tiveram acesso a tanta informação veiculada  por esse fenómeno que são as redes sociais que, com verdades e algumas invenções á mistura, estão a revolucionar a forma de pensar das populações com as consequentes convulsões sociais que daí possam advir.
Juvenal Rodrigues
Artigo publicado nas cartas do leitor do Diário de Notícias em 27.01.2011

   

UMA QUEDA INEVITÁVEL




Escrevi um dia, nesta mesma página, o que já muitos madeirenses previam, que o apego ao poder havia de fazer o Presidente do G. R. da Madeira sair pela “porta pequena” da Quinta Vigia pelos muitos erros que cometeu. Na verdade a decadência já começou há muito sem que o deslumbrado líder, na sua ambição desmedida, disso se apercebesse e desse origem ao seu estado actual, físico e político. Por muito que tente mostrar a pujança de outrora a sua fragilidade é por demais evidente. Vai a uma simples exploração agrícola num esforço titânico para aparecer em público e evitar a decadência do seu Governo. Fala do PS de cá ou de lá, tanto faz, para convencer, como sempre, que a crise da Madeira pertence unicamente aos outros. Diz umas piadas “amarelas” sobre coelhos. Fala em meter um susto aos bancos aproveitando-se do descontentamento popular, sabendo que está nas mãos desses bancos e não ao contrário. Faz apelos patéticos ao consumo dos produtos regionais sem perceber que o poder de compra dos madeirenses é diminuto e terão que comprar o que é mais barato. Talvez os açoreanos possam comprar produtos regionais porque têm impostos mais baixos, transportes marítimos e combustíveis mais baratos, conseguem dar mais 65€/mês aos reformados e ainda aumentos aos funcionários públicos enquanto o nosso Governo apenas faz de conta que é rico mas deve dinheiro a toda a gente. Para “cegar” alguma população desanca sobre os ingleses com referência, especial, ao “Blandy”, proprietário do Diário, mas esquece que, ainda ele não era nascido já as empresas “Hinton”, “Leacock” e “Blandy” promoviam emprego para sustento de muitos madeirenses. O Dr. Jardim parece agora, condenado a arrastar-se penosamente na teia dos lobbys que ajudou a criar, e a assistir ao desmoronamento interno do PSD-M, que nem sucessor tem, dando motivo aos “jotinhas” para “levantarem cabelo”. Senhor Presidente aceite, sem fobias, as indicações claras que os madeirenses lhe deram nas últimas eleições para a P.R. depositando 46.000 votos no Sr.Coelho que em termos carismáticos e peso de votos já vale tanto como Vª Exª. Olhe à sua volta e veja a contestação através dos movimentos cívicos para a “Salvação da Baía”, movimento “Juntos pelo Madeira”, os comentários online no D.N e  redes sociais e aceite que o seu reinado chegou ao fim. “Arrume as botas” e, no conforto do seu lar, veja, através da TV, como é que os madeirenses irão “descalçar a bota” pelos seus erros de governação. Abandone a ideia de ser o U.I. e convença-se que a Madeira não é sua, é de todos os madeirenses e depois da sua passagem esta continuará com pessoas que talvez façam melhor do que Vª Exª fez.
Juvenal Rodrigues

Publicado no D. Notícias em 9.02.11