quarta-feira, 15 de maio de 2013

A CORRUPÇÃO POS 25 DE ABRIL NA ORIGEM DA CRISE


A corrupção pós 25 de Abril na origem da crise

Por Paulo morais


Vale a pena ver o site para perceber-mos como Portugal chegou à crise atual.
Pode ainda consultar outros linkes sobre o mesmo tema




A GRANDE TRAPAÇA | DNOTICIAS.PT





A grande trapaça | DNOTICIAS.PT

Este artigo publicado na página "Opinião" do Diário de Notícias do Funchal em 15 de Maio de 2013 versa sobre as dívidas dos países europeus aos grandes grupos económicos que manipulam os governos. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

MOÇÃO DE (DES)CONFIANÇA




A 12 de março será apresentada uma moção de confiança, pelo Governo Regional, na ALM. Até quando os madeirenses terão que aguentar com tanta hipocrisia e tanto cinismo? Quem não percebe que isto é apenas uma jogada política do Dr. Jardim para satisfazer uma esquizofrénica ganância pelo poder e as hostes laranja segurarem os privilégios a tantos anos adquiridas? Como é possível alguém afirmar que as moções de censura que serão apresentadas, depois, são uma orquestração contra o Governo, depois de tantas provas de incompetência deste? Só mesmo numa casa de loucos é que se defenderia uma moção de confiança a um Governo, já tão impopular, que já não consegue sair á rua sem um contingente de guarda-costas. Um governo que trata os cidadãos por cachorros, os jornalistas por filhos da p...e outros impropérios à muito erradicados de uma sociedade civilizada. Um governo arruaceiro que tem enxovalhado a Madeira  e os madeirenses com os seus insultos e feitio conflituoso. Que enterra 4 milhões/ano num jornal que apenas serve a propaganda do regime. Que contribuiu para a falência do tecido empresarial e criou 25.000 desempregados Que vergonhosamente escondeu uma dívida de 1.100 milhões de euros e deixa esta ilha na miséria devido a tanto dinheiro esbanjado. Que, ao contrário do que afirmava, nunca gostou da Madeira e do seu povo e governou á base da teimosia, do clientelismo, dos interesses partidários e dos votos. Que não consegue explicar como é que uma fundação, (FSD) sem fins lucrativos, consegue crescer tanto em tão pouco tempo etc, etc. Acredito que se a investigação desenvolvida pelo DCIAP for levada até aos extremos muita porcaria  sairá das “adufas” e colocará na cadeia muitos personagens deste regime mas, como calculo, a justiça não funcionar o julgamento popular já funcionou. Senhores deputados do PSD-M (não espero votos favoráveis da oposição) é esta moção de confiança que vão defender e aprovar? Pelo menos uma vez, em 34 anos, mostrem aos madeirenses, um pingo de dignidade, coerência e vergonha e chumbem esta coisa sem sentido, porque já todos os madeirenses perceberam que este Governo, mais do que nunca, é incapaz de governar e está apenas a prolongar a agonia desta ilha. Lembrem-se que os vossos descendentes irão um dia pedir-lhes contas por serem coniventes com um regime que deixará na miséria as próximas gerações. Ainda acredito que alguns deputados pertencentes ao “meio partido” do Dr. Miguel Albuquerque, aqueles que já deram um sinal que querem redimir-se, “adoecessem” no dia da votação provocando, assim, eleições antecipadas como desejava M. A . Senhores deputados do PSD-M a população exige que, pelo menos uma vez, sejam dignos do voto que lhes foi confiado e ponham na rua um homem que despreza os seus concidadãos e os apelida de cachorros.
Juvenal Rodrigues
Publicado no DN funchal em 11.3.13, um dia antes da moção de confiança apresentada
por A.J. Jardim  na ALM.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

QUE SE LIXE!




QUE SE LIXE!
Que se lixe a timidez. Que se lixe o comodismo. Que se lixe o preconceito. Que se lixe esta geração de governantes incompetentes e corruptos. As manifestações nunca me convenceram porque sempre pensei que se a vida social do país não corria bem era motivado pela conjuntura sócio económica  e não valia a pena perturbar o funcionamento das instituições. Também, erradamente, pensava que os eleitos e o Estado eram pessoas de bem e que teríamos que confiar em quem nos governa porque eles haveriam de nos conduzir no bom caminho. Reconheço hoje que me enganei profundamente. Reconheço que esta geração de governantes não merecem respeito, consideração ou desculpas porque são trapaceiros, incompetentes, manhosos, mentirosos e corruptos. Demonstraram, sem margem para dúvidas, que são eleitos para se governarem e não para governarem um país. Merecem todos os adjectivos depreciativos que se possa encontrar para classifica-los. Por isso vou participar novamente, dia 2 de março, na manifestação “que se lixe a troika. Participarei sempre que possa até que estes governantes dêem lugar a gente honesta e competente. Participarei sempre que um banqueiro reformado ganhe 167.000€/mês  ou um administrador duma empresa pública, deficitária, ganhe 240.000€/mês mesmo que se invoque esse chavão que são as regras de um mercado livre e competitivo. Está provado que uma riqueza mais equilibrada e melhor distribuída gera paz e desenvolvimento. Participarei enquanto não forem retiradas as mordomias imerecidas para um bando de incompetentes que nos governam, enquanto os idoso e as crianças passem fome e os trabalhadores - aqueles que ainda têm emprego- ganhem um salário miserável em relação a um assessor – emprego de afilhados-  com mais de 3.500€/mês ou enquanto um jovem formado nem tenha um emprego. Temos que correr com todos eles, custe o que custar, para as ilhas selvagens com uma ração de pão e água até perceberem a dimensão da sua incompetência e o mal que estão a fazer ao país. É urgente defender o futuro incerto dos nossos filhos e netos que daqui por algum tempo nem têm onde nascer e se nascerem terão uma condição de escravos perante o poder dos grandes “lobbys” económicos aliados aos governos corruptos. Sempre pensei que tudo era preferível a enfrentar uma anarquia mas hoje compreendo que esse tudo tem de ter limites. Ou os políticos arrepiam caminho imediatamente ou a   população é que terá que estabelecer uma nova ordem mais justa e mais igualitária. Os governantes não podem dizer apenas que os tribunais têm que provar aquilo de que são acusados, devem eles próprios provar e explicar aos eleitores que essas acusações são infundadas. Que se lixem todos os gananciosos e corruptos, Os cachorros enganados estão em maioria, logo, SOMOS NÓS QUEM MAIS ORDENA!

Juvenal Rodrigues

Publicado no DN Funchal em 27.2.13         

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

B P N O MAIOR ESCÂNDALO


BPN 
João Marcelino, diretor do D. N., Lx, considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal".

Isto é uma das maiores vergonhas de Portugal.
Tenho pena que os actuais dirigentes do PSD não se desmarquem
das ovelhas negras que protagonizaram este roubo, e que nada
façam para que a Justiça julgue e condene os responsáveis.
Quarta-feira, 21 de Março de 2012
BPN-A Maior Burla de Sempre em Portugal

Este número é demasiado grande para caber nos jornais (9.710.600.000,00€) !! !
Além disso, reparem bem, nos nomes dos protagonistas!!! Tudo “gente fina”, bem posicionada e intocáveis!!!
Parece anedota, mas é autêntico: dia 11 de abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros. Tratou-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco.
O BPN tem feito correr rios de tinta e ainda mais rios de dinheiro dos contribuintes.

Foi a maior burla de sempre em Portugal,qualquer coisa como 9.710.539.940,09 euros.
Com esses nove biliões e setecentos e dez milhões de euros, li algures, podiam-se comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo), 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid, construir 7 TGV de Lisboa a Gaia, 5 pontes sobre o Tejo ou distribuir 971 euros por cada um dos 10 milhões de portugueses residentes no território nacional (os 5 milhões que vivem no estrangeiro não seriam contemplados).

João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é o maior escândalo
financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.
O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”



O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros.
Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.

Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores.
O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar.
Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.
Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD.

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN.

O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e
é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe
desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.


O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por
pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os
contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil
milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).
As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal nãoforam apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele.
Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência.

Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.
Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que
Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista(!!!): Num ano fez as acções de Cavaco e da
filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para
salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser
condecorado em vez de ir parar à prisão....ah,ah,ah.

O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos,
acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem
sequer se sentam no banco dos réus.

Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu
os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram
descaminho a nove biliões e é um problema político.

Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150
anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes
"condescendentes", vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que
puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais.

Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem
entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a
senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal
dos brandos costumes talvez isso não aconteça.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o
valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais
consequências e seguiram a regra de Brecht: “Melhor do que roubar um banco é fundar um”.