sexta-feira, 26 de julho de 2019

A MADEIRA NÃO VIVE EM DEMOCRACIA

A Madeira não vive em Democracia

Não caiam na tentação do comodismo de ficarem em casa sentados à espera que os outros escolham por vós

26 JUL 2019 / 02:00 H.
Independente da teoria, na prática não tenho pejo em afirmar que a Madeira não vive em democracia ou, se quiserem, tem um grande défice democrático (não é chavão). Se um dos principais pilares da democracia assenta na alternância de poder como podemos nós madeirenses afirmar que vivemos em democracia com um partido que nos governa há 44 anos e sempre com maiorias absolutas? Na Madeira a prática democrática é exatamente o oposto a este princípio. Foi para proteger e defender os valores da alternância e pluralismo, que foi aprovada uma, lei na Assembleia da República, para a limitação de mandatos autárquicos por forma a renovar a democracia e não deixarem que os eleitos criem vícios, promiscuidade, corrupção e abuso de poder.
Aproxima-se a data propícia para realizar essa mudança. A Madeira não pode ficar eternamente amarrada à preponderância de um único partido sem nunca conhecer a alternância, as ideias inovadoras ou um novo estilo de governação. Compete, em especial, aos jovens esse papel, essa quase obrigação, já que a minha geração, foi atingida por uma enfermidade rara e fez de um partido político uma doutrina, uma religião, ou uma paixão clubística, durante 44 anos. Por isso já muitos morreram sem nunca saberem se outro Governo teria feito melhor. Terão ainda a enorme responsabilidade de escolher a alternância porque só assim poderão saber a diferença. Não queiram que os vossos filhos e netos vos acusem de viver eternamente sob o jugo de um único partido, um único Governo.
Em Setembro de 2019 não poderão perder essa oportunidade sobe pena de não voltar a repetir-se. Não caiam na tentação do facilitismo ou no comodismo de ficarem em casa sentados à espera que os outros escolham por vós. Sejam vocês os obreiros da mudança, há muito ansiada na Madeira pelos homens e mulheres que pensam pela sua própria cabeça sem precisarem que qualquer político lhe aponte onde colocar a “cruzinha” no boletim de voto. Embora não pareça, a escolha dos nossos governantes é demasiado importante, é a eles que passamos uma “procuração” para gerir os nossos destinos e por muito que digam que não se interessam, jamais poderão viver sem a política ou sem os políticos. Eles serão eleitos, na mesma, seja com cem ou mil votos, por isso não deixem a vossa escolha em mãos alheias. A opção é mais simples do que parece; Se verificarem que o governo que escolheram não corresponde às vossas expectativas, pois então, passados 4 anos, ponham-no no olho da rua. William Ernest Hocking proferiu uma frase célebre e sábia: “As únicas desgraças completas são aquelas com as quais nada aprendemos”
As atuais e as novas gerações jamais deverão permitir que um Governo nos governe durante 44 anos, que nos envergonhe com dívida escondida ou que enxovalhe o povo tratando-o por patas rapadas ou como cães: “não vale a pena ladrarem porque ainda não aprenderam a ser cachorros”(AJJ, 22-02-2013), um símbolo da prepotência, arrogância, conflituoso e “mestre” no insulto. Tudo isto é próprio de hediondas ditaduras e não de uma democracia saudável como se vive em quase todo o Mundo. Já agora, um Governo renovado “licenciado” em promessas falsas também não convém. Estou certo que, com um novo paradigma de governação, o povo não permitirá que qualquer Governo saído das próximas eleições (des)trate as Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia, que não sejam da sua cor política, como inimigos. A Madeira é tão pequena e a sua economia tão frágil, que não pode dar-se ao luxo, dos governantes viverem de costas voltadas, sendo a população quem mais sofre por estúpidos conflitos de interesse próprio, ou governantes sem escrúpulos que olham demasiado para o seu umbigo e não hesitam em colocar interesses partidários à frente dos interesses da região. Acabem com estas injustiças já nas próximas eleições de Setembro.
Em conclusão; para a Madeira não interessa, mesmo nada, uma democracia musculada ao velho e gasto estilo do Chão da Lagoa ou lutas fratricidas com Lisboa porque em qualquer conflito, seja interno ou externo, ninguém ganha e todos perdem.
Envergonha-me pensar que um dia as futuras gerações, certamente mais evoluídas, ao ler a história da Madeira, lerão que a Madeira teve 44 anos o mesmo partido no poder e exclamem! 44 anos! Mas que cultura democrática tinham as gerações dos nossos pais e avós? Saberiam eles o verdadeiro significado de democracia? Ainda estamos a tempo de remediar isto, agora ou nunca!

segunda-feira, 15 de julho de 2019

UM ESTADO ASSISTENCIALISTA

UM ESTADO ASSISTENCIALISTA 
Raramente aparece mas quando o Dr Miguel Albuquerque o convoca, o Dr Jardim, lá do alto da sua arrogância e prepotência, proporciona-nos momentos hilariantes e mirabolantes. Aparece como se fosse o Messias ou a única tábua de salvação a quem o psd-m agarra-se, freneticamente, para ganhar as próximas eleições. Se, na verdade, o país (Madeira incluída) caminha para um Estado assistencialista, Jardim foi um dos grandes culpados mas agora procede como se nada tivesse a ver com isso, esquecendo-se que esteve à frente dos destinos da Região durante 37 anos mas sempre apostou no betão para ganhar eleições e nunca se importou com a miséria dos madeirenses. Foi com ele que a dívida sempre aumentou até mesmo no tempo das “vacas gordas. Se, como afirma M.Albuquerque, a dívida da Região tem vinda a baixar – não é a versão do Jornal Económico que afirmava que em Julho de 2019 a dívida da região havia subido 19 milhões de euros – é porque a Madeira só começou a reduzir a dívida após a saída do Dr. Jardim em 2015. Então em que ficamos? Alguém está a enganar alguém! Ou Jardim sempre foi um mau governante ou então Miguel Albuquerque está a fazer o milagre... das rosas. Aliás, já está mais que provado que Jardim foi sempre um esbanjador do dinheiro dos contribuintes que, mesmo após Guterres ter pago a totalidade da dívida da Madeira, em Setembro de 2011, Jardim duplicou-a no ano seguinte. Que moral tem o Dr Jardim para falar em dívidas, em Estado social ou assistencialista? Aliás, não fora a aposta no betão, durante o seu “reinado”, aproveitando-se dos rios de dinheiro provenientes da entrada de Portugal na U.E, a Madeira nunca teria saído do estado miserávelista em que vivia. Por via disto a maioria dos madeirenses foram ludibriados e acreditaram no “craque” colocando-o num pedestal, cuja base era o psd-m, não que fosse merecedor mas porque soube-se aproveitar da conjuntura, de então, quer financeiramente quer politicamente. Se o Dr Miguel Albuquerque quer tentar ganhar as eleições terá que agarra-se a outra boia porque aquela está rota e a meter água por todos os lados, quiçá, virá ainda a precisar do Estado assistencialista para comprar outra.
Juvenal Rodrigues

sexta-feira, 31 de maio de 2019

UMA CAMPANHA DE MALEDICÊNCIA


UMA CAMPANHA DE MALEDICÊNCIA
Por Juvenal Rodrigues
Caiu o pano sobre o primeiro dos três atos eleitorais que nos reserva o ano de 2019. Mais uma vez se verificou uma elevada taxa de abstenção para um organismo de vital importância para a democracia, para a Europa, para o país e em particular para a nossa região. Mais uma vez o grande vencedor foi a abstenção com 62%, fora brancos e nulos. Um verdadeiro revanche para uma U.E que se quer mais forte e coesa. Lamentavelmente, a incompetência ou negligência dos políticos contribuiu bastante para isso já que não foram capazes de explicar coisa nenhuma. Para os eleitores foi uma tortura assistir a debates sem conteúdo e nada esclarecedores.
Como podem acreditar que é com campanhas de maledicência que convencem os eleitores indecisos? Como puderam passar dia após dia a massacrar a população apenas a dizer mal uns dos outros sem que nada de concreto apresentassem para nos elucidar sobre o impacto que tem a UE no nosso quotidiano? Sabemos que a UE não será a melhor coisa do Mundo, que também está eivada de erros e injustiças a nível social como sejam a submissão aos grandes grupos económicos ou a imoralidade dos faustoso salários dos deputados, os quais auferem milhares de euros mais as mordomias numa Europa moderna, mas retrograde, onde os cidadãos comuns ganham salários de 600€. Isso também contribui para a abstenção.
Se fossemos devidamente elucidados cabia-nos, a nós eleitores, escolher o mal menor que é viver numa UE com os seus defeitos ou viver isolados, numa economia cada vez mais globalizada. Daí a questão; qual foi a preocupação destes candidatos e o que fizeram para motivar os cidadãos, sobretudo os jovens? A preocupação foi tanta em destilar veneno verbal que esqueceram-se de explicar as vantagens para a agricultura, para as pescas, para o ambiente, ou para o emprego, áreas extremamente sensíveis, nas quais a U.E, apesar das suas imperfeições, tem ajudado no nosso desenvolvimento. Qual seria a reação dos portugueses em caso, por exemplo, de um “brexit” para o qual não estão esclarecidos?
Os políticos, sistematicamente, colocam à frente as ideologias e os interesses partidárias ao invés dos interesses nacionais, porém, não somos todos parvos e percebemos perfeitamente que quando dois políticos têm opiniões completamente antagónicas sobre o mesmo assunto, um deles está a mentir.
Não estou a ilibar ninguém de culpas mas houve uns mais culpados que outros; Nuno Melo e Assunção Cristas foram a personificação da arrogância e da desinformação numa campanha desastrosa mas quando viram que as sondagens lhes eram desfavoráveis apenas se preocupavam em não deixar o PCP lhes passar à frente. Paulo Rangel e Rui Rio responsáveis por um partido do arco da governação, logo, com dupla responsabilidade, foram o cúmulo da maledicência como se fossem os únicos virtuosos e o A.Costa fosse o maior diabo. Claro que ninguém acreditou! Os eleitores deram-lhes aquilo que mereciam. Foi uma campanha saturante que até deu para exumar dois cadáveres políticos, um responsável pela maior crise financeira em Portugal e outro por uma vergonhosa dívida regional escondida. Por sua vez Miguel Albuquerque e os seus sequazes que só abriam a boca para dizer mal do Costa, conseguiram passar entre os pingos da chuva sem se molhar, pelo menos, até às eleições de Setembro. Foi uma verdadeira desacreditação na política onde se gastaram muitas horas de campanha apenas a tentar denegrir a imagem dos seus opositores. No fim os resultados eleitorais justificam aquilo que acima foi dito. O PSD caiu para 22% e o CDS para 6.2% atrás do BE e da CDU. Quanto ao CDS local tem uma varinha de condão milagrosa que consegue transformar derrotas em vitórias...morais. A CDU também ganhou... moralmente.
Experimentem perguntar ao povo porque não votou e talvez sejam eles a esclarece-los que não é assim que se faz política.
Senhores candidatos às próximas eleições, façam mea-culpa e sobretudo construam em vez de destruir. Admitam e aprendam com os erros. O povo premeia a humildade e aprecia a assunção de culpas pelos seus governantes porque sabem que ninguém é perfeito, nem os políticos.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

CAMPO DE GOLFE OU PISTA ALTERNATIVA?

Decididamente, o Governo Regional está a passar um atestado de menoridade aos madeirenses quando diz que pretende retomar o projeto do campo de golfe na Ponta do Pargo. Ou pretende compensar financeiramente aqueles amigos que, ainda no tempo do “tio Alberto” investiram na compra de parcelas para fazerem chorudos negócios à custa do C.de golfe ou então pretende, uma vez mais, fazer ruinosas conceções aos concessionários do regime à custa do dinheiro dos nossos impostos. É inexplicável que quando a região necessita urgentemente de uma pista alternativa ao aeroporto da Madeira o GR vá fazer um campo de golfe no único lugar (creio eu) com condições para a tal alternativa. Por acaso a dupla M.Albuquerque/P.Calado é capaz de explicar qual a mais valia ou o retorno financeiro que tal investimento trará à região? Perguntaram aos madeirenses qual seria a prioridade? um campo de golfe ou uma alternativa ao aeroporto para que a Madeira não venha a perder o nosso maior bem, o turismo? Ficamos a saber agora que o GR já havia gasto quase 29 milhões em expropriações (alguém sabia?) e prepara-se para continuar até aos 32,5 milhões. Isto sem falar em mais uns largos milhões para edificação do campo. Depois anuncia que fará uma concessão por 70 anos o que significa que o investimento inicial será pago durante sete décadas. Quando hoje, tudo muda vertiginosamente com incertezas na política e na economia, alguém acredita que se faça um negócio/concessão por 70 anos? Alguém acredita que isto seja uma boa gestão política/financeira? Coisa que ninguém acredita é que a Madeira descobriu petróleo ou ouro, mas já todos acreditam que o G.R ensandeceu e a única coisa que quer é ganhar eleições, custe o que custar, mesmo que tenha que nos endividar a todos tal como no tempo do único importante. Até já confunde coragem nos investimentos com insensatez esquecendo que o que agora se gasta mal, em ano de eleições, terá que ser pago mais tarde. Temos que travar este regabofe. Temos que dizer basta porque já temos amargas recordações que que é uma má governação de 44 anos. Temos que recordar ao Dr Miguel Albuquerque que os madeirenses já não comem tudo o que lhe cai no prato.
Juvenal Rodrigues

terça-feira, 30 de abril de 2019

TRÊS TEMAS

Três temas

A fogueira extinguir-se-á e população continuará a sentir na pele que o Serviço Regional de Saúde está bastante mal de saúde financeira

29 ABR 2019 / 02:00 H.
Medicina nuclear
Como já era esperado “a montanha pariu um rato. O Dr. Rafael Macedo ateou um fogo cujas chamas acabaram por chamuscá-lo já que se esqueceu das achas (provas) para alimentar a fogueira. Segundo ele, deixou as provas,(?) do que afirmou, no computador do hospital, ou seja, no seu local de trabalho, elemento crucial para sustentação das suas afirmações. Para agravar a situação o testemunho da esmagadora maioria dos colegas, há muito conetados com o regime, não foram nada abonatórios para ele. A comissão de inquérito parlamentar de maioria PSD-M não quis voltar a ouvi-lo inviabilizando-lhe o direito ao contraditório, o bastonário, Dr. Miguel Guimarães, do alto da autoridade que a ordem dos médicos lhe confere, não só foi desfavorável a R.M como ainda deu a entender que o “incendiário” poderia estar sujeito a um processo disciplinar que em última instância lhe poderia valer a expulsão da Ordem, a administração da “quadrantes” refuta, obviamente, todas as acusações, Tomásia Alves tem “obrigação” de defender o SESARAM, sua entidade patronal. A única testemunha abonatória seria o Dr. Miguel Ferreira, mas descobriu-se “milagrosamente” que também não seria um testemunho credível uma vez que, enquanto empresário privado, havia tido negócios com o sector público no tempo em que foi presidente do SESARAM. Por enquanto o melhor que R.M conseguiu foi criar duas correntes de opinião, uma popular que se manifesta a seu favor e outra de elite que tem a força do sistema que, por enquanto, mexe os cordelinhos. Posto isto, R.M ou arranja provas concretas e consistentes ou está metido num colete de forças do qual não será fácil sair. Resumindo, tal como eu escrevi no artigo de opinião de Março “explosão nuclear”, a fogueira extinguir-se-á e população continuará a sentir na pele que o SRS está bastante bastante mal de saúde financeira que nem tem dinheiro para radiofármacos e outros produtos básicos. Tudo o resto ficará em “águas de bacalhau” para mal do nosso sistema de saúde que só mudará com nova mentalidade a começar pelo controlo biométrico que já foi instalado no CHF à cinco anos mas esbarra na aparente falta de vontade do conselho de administração do SESARAM pô-lo em funcionamento porque parece que interessa anarquia sobre o controlo dos horários dos médicos e restante pessoal hospitalar.
O amor de Antonoaldo
O amor, apregoado por Antonoaldo, pela Madeira tem dias. No Natal, Fim de Ano, festa da flor, Carnaval, Páscoa e os três meses de verão castiga-nos com os preços exorbitantes das passagens que chegam a rondar os 700 euros mas em 2/3 meses do ano lá vai descendo o preço para cento e tal euros como que os madeirenses apenas tivessem direito a viajar na altura que ele entende. Não sei o que mais me irrita, se o seu cinismo ou a sua prepotência insensata que prejudica o destino e o progresso da Madeira porque o turismo continental nem sequer coloca a hipótese de vir à Madeira nas épocas mencionadas devido aos preços escandalosos, sem paralelo no Mundo, no que respeita a milhas percorridas. Espero que o novo Governo saído das próximas eleições legislativas estabeleça urgentemente uma linha de serviço público para a Madeira e para os Açores para acabar com este autentico roubo aos cofres do Estado e do G. Regional. É do supremo interesse dos portugueses desenterrar o “machado de guerra” para acabar com este imposto camuflado que a todos atinge, os que viajam e aqueles que não o fazem.
A nossa diocese
A fragrância dos lilases da Semana Santa, este ano, ainda permanecem no ar exalando uma fragrância mais fresca e perfumada do que em anos anteriores. D. Nuno Brás, novo Bispo da Madeira, apesar de apenas dois meses à frente da Igreja, é responsável por esse ar que se respira na diocese do Funchal. Ao contrario dos seus taciturnos antecessores, D. António Carrilho e Teodoro Faria, que mantinham um excessivo conservadorismo, este Bispo tem uma postura mais aberta, mais próxima do cidadão, seja ele leigo ou cristão, e que não tem pejo em proferir a sua opinião pública com receio de ferir sensibilidades quer emanadas do poder político, quer da comunidade cristã. Este Bispo já deu a entender que não que regressar à idade média e, literalmente, pregar de costas para o povo.

terça-feira, 19 de junho de 2018

INFORMAÇÃO

INFORMO OS ESTIMADOS LEITORES/SEGUIDORES DESDE MEU BLOGUE "Gardião da Ilha" QUE A PARTIR DE JUNHO 2018 PASSAREI A PUBLICAR NUM NOVO BLOGUE INTITULADO "GUARDIÃO DA ILHA VERDE"  (guardiãodailhaverde.blogspot.com )ISTO POR HAVER MUITOS INTITULADOS COM O MESMO NOME DO ACTUAL BLOGUE.   SENDO QUE O ACTUAL FICARÁ APENAS COMO ARQUIVO. 
MAIS INFORMO QUE O NOVO BLOGUE "GUARDIÃO DA ILHA VERDE" PRETENDE DAR UM NOVO VISUAL COM  NOVAS PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS ENTRE AS QUAIS PUBLICAREI UM ROMANCE COM MAIS DE 100 ANOS, TAL COMO ERAM PUBLICADAS AS ANTIGAS RADIO-NOVELAS.
OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO E CONTO CONVOSCO. 
Juvenal Rodrigues


quarta-feira, 9 de maio de 2018

A MAIS ALTA CONDECORAÇÃO

Os senhores deputados do PSD-M na Assembleia Regional resolveram propor uma condecoração ao Dr Jardim no dia 4 de Junho atribuindo-lhe o Cordão Autonómico, a mais alta condecoração Regional. Seria possível, senhores deputados, atribuir-lhe apenas metade do cordão por aquilo que ele fez de positivo pela Madeira e colocar a outra metade num busto bem no centro da cidade com aquilo que ele fez de mal? No busto, gravado a pechisbeque, a seguinte alocução “homenagem ao único importante da Região Autónoma da Madeira” Um homem que sempre virou costas à Assembleia Legislativa, que a apelidou de casa de loucos, que raramente punha lá os pés enquanto Presidente do Governo Regional e que sempre tratou com desprezo os deputados eleitos pelo povo, vê agora o seu défice democrático premiado por esses mesmos deputados quase como a dizer-lhe que ele afinal não andou longe da verdade. Se eu fosse deputado na ALM justificaria o meu voto contra com uma declaração de voto: votei contra porque tenho dúvidas, e sempre as terei, se outro governante no lugar do dr Jardim teria feito mais e melhor pela Madeira dentro da legalidade e do respeito pelo sistema democrático. Sempre fui um acérrimo opositor ao Dr. Jardim enquanto político mas não é por isso que sou frontalmente contra esta condecoração. Em primeiro lugar porque aqueles que agora manifestam um lamentável lapso de memória esqueceram que ele, enquanto homem, foi sempre uma figura arrogante, prepotente, arruaceiro, mal educado e desestabilizador da democracia. Segundo porque enquanto político tentou achincalhar todos os seus adversários políticos, humilhou o povo madeirense tratando-os por cachorros e ainda deixou uma dívida escondida de 1.200 milhões que empenhou a tal autonomia que ele, em abstrato, defendia. Terceiro, nunca respeitou a Revolução de Abril mesmo ciente de que só ela lhe permitiu 37 anos de Presidente do Governo Regional, ou seja, cuspiu no prato que lhe serviram a sopa. Não fora o 25 de Abril e Jardim teria sido sempre uma figura medíocre e intratável da sociedade madeirense. Não lhe invejo a condecoração mas lamento já que ela deveria ser atribuída a quem a merecesse por inteiro e não por metade. No seu estilo peculiar (ar de gozo) o Dr. Jardim deve estar a rir-se dos patinhos feios e ingénuos que irão pôr-lhe o cordão ao pescoço. Está a beneficiar agora da tolerância que ele nunca praticou
Juvenal Rodrigues