segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

OS FISCAIS DO GOVERNO





OS FISCAIS DO GOVERNO

O “jornal de negócios” de 13.02.13 trazia uma noticia que, embora já nada nos surpreenda em matéria fiscal, deixa-nos no mínimo pensativos. Diz a notícia que quem não pedir fatura arrisca multa. E continuava esclarecendo que a alteração ao código do IVA decreta que as regras de faturação abrangem tanto as empresas como o consumidor final que incorre numa coima entre 75 a 2.000 €. Vamos por partes; o cidadão contribuinte além de pagar os altos impostos ainda tem que fazer de fiscal do Estado? Se não o fizer porque entende que poupará 23% sobre o valor que pagou ainda arrisca-se a pagar uma coima? Em termos práticos; se eu for, por exemplo, a uma oficina cujo valor da reparação seja 100€ sou obrigado  a exigir uma fatura pela qual pagarei mais 23€ -valor do IVA- o que perfaz um valor final de 123€. A isto chama-se ser masoquista à força. A isto chama-se usar e abusar descaradamente do cidadão de um país que não paga o que deve a fornecedores levando-os à falência, exige o IVA às empresas  sobre valores não cobrados, tem os impostos mais pesados da EU e como se tudo isto não bastasse ainda obriga o cidadão a trabalhar como fiscal do Estado e que em vez de receber por isso ainda paga mais 23%. Não sei se me perceberam porque na verdade é difícil de explicar e ainda mais difícil de perceber e aceitar. Sempre pugnei por cumprir com os meus deveres –os direitos já são poucos-  de cidadão mas quando o próprio Estado é o maior incumpridor convida os cidadãos ao incumprimento!
É a lei! Dirão. Mas, quanto a mim, injusta. Toda a população e até o Estado já entendeu que estes elevados impostos têm por objetivo único pagar dívidas, imediatamente, contraídas a longo prazo mesmo que isso arrase o país de lés-a-lés económico e socialmente criando cidades fantasmas e cidadãos desesperados sem emprego e sem pão para alimentar a família. As poucas empresas que vão restando e os cidadãos que ainda têm emprego com salários miseráveis são obrigados a sustentar um Governo que só sabe aumentar impostos. Senhor pior-Governo-que-Portugal-já-teve porque não tem coragem de experimentar outra fórmula para os impostos uma vez que esta, por muito que intimide o cidadão, não dará resultado? Por exemplo;  se os impostos fossem reduzidos para metade as empresas, o comércio e a indústria suportariam melhor a carga fiscal, não haveria tanto desemprego motivado por falências, todos os cidadãos teriam gosto em colaborar, o Estado arrecadaria mais receitas e não teria tanta despesa com o desemprego. Assim seria um incentivo para todas as empresas pagarem os seus impostos e eu considerava-me um cidadão motivado e não um estúpido masoquista  fiscal do Governo que paga mais 23% para pedir uma fatura.
P.S. Notícias recentes dão conta que ex-autarcas do CDS/PP mudam para o PSD-M.  Depois desse partido ter desgraçado a Madeira, só pode ser por amor ao “tacho” e nunca à sua terra.
Juvenal Rodrigues
Publicado no DN Funchal em 16.02.13    

ANA, grávida da nova Lisboa


Jornal de Negócios        2013.01.06
Daniel Deusdado


ANA, grávida da nova Lisboa
Ah, sim, o discurso de Cavaco. Talvez, talvez, depende, "eu avisei". Sempre tarde. Adiante. Falemos de coisas concretas e consumadas: o casamento da ANA, uma historieta que tem tudo para sair muito cara. Passo a explicar: a ANA geria os aeroportos com lucros fabulosos para o seu pai, Estado, que, entretanto falido, leiloou a filha ao melhor pretendente. Um francês de apelido Vinci, especialista em autoestradas e mais recentemente em aeroportos, pediu a nossa ANA em casamento. E o Estado entregou-a pela melhor maquia (três mil milhões de euros), tornando lícita a exploração deste monopólio a partir de uma base fabulosa: 47% de margem de exploração (EBITDA). O Governo rejubilou com o encaixe... Mas vejamos a coisa mais em pormenor. O grupo francês Vinci tem 37% da Lusoponte, uma PPP (parceria público-privada) constituída com a Mota-Engil e assente numa especialidade nacional: o monopólio (mais um) das travessias sobre o Tejo. Ora é por aqui que percebo por que consegue a Vinci pagar muito mais do que os concorrentes à ANA. As estimativas indicam que a mudança do aeroporto da Portela para Alcochete venha a gerar um tráfego de 50 mil veículos e camiões diários entre Lisboa e a nova cidade aeroportuária. É fazer as contas, como diria o outro... Mas isto só será lucro quando houver um novo aeroporto. Sabemos que a construção de Alcochete depende da saturação da Portela. Para o fazer, a Vinci tem a faca e o queijo na mão. Para começar pode, por exemplo, abrir as portas à Ryanair. No dia em que isso acontecer, a low-cost irlandesa deixa de fazer do Porto a principal porta de entrada, gerando um desequilíbrio turístico ainda mais acentuado a favor da capital. A Ryanair não vai manter 37 destinos em direção ao Porto se puder aterrar também em Lisboa. Portanto, num primeiro momento os franceses podem apostar em baixar as taxas para as low-cost e os incautos aplaudirão. Todavia, a prazo, gerarão a necessidade de um novo aeroporto através do aumento de passageiros. Quando isso acontecer, a Vinci (certamente com os seus amigos da Mota-Engil) monta um apetecível sindicato de construção (a sua especialidade) e financiamento (com bancos parceiros). A obra do século em Portugal. Bingo! O Estado português será certamente chamado a dar avais e a negociar com a União Europeia fundos estruturais para a nova cidade aeroportuária de Alcochete. Bingo! A Portela ficará livre para os interesses imobiliários ligados ao Bloco Central que sempre existiram para o local. Bingo! Mas isto não fica por aqui porque não se pode mudar um aeroporto para 50 quilómetros de distância da capital sem se levar o comboio até lá. Portanto, é preciso fazer-se uma ponte ferroviária para ligar Alcochete ao centro de Lisboa. E já agora, com tanto trânsito, outra para carros (ou em alternativa uma ponte apenas, rodoferroviária). Surge portanto e finalmente a prevista ponte Chelas-Barreiro (por onde, já agora, pode passar também o futuro TGV Lisboa-Madrid). Bingo! E, já agora: quem detém o monopólio e know-how das travessias do Tejo? Exatamente, a Lusoponte (Mota-Engil e Vinci). Que concorrerá à nova obra. Mas, mesmo que não ganhe, diz o contrato com o Estado, terá de ser indemnizada pela perda de receitas na Vasco da Gama e 25 de Abril por força da existência de uma nova ponte. Bingo! Um destes dias acordaremos, portanto, perante o facto consumado: o imperativo da
construção do novo grande aeroporto de Lisboa, em Alcochete, a indispensável terceira travessia sobre o Tejo, e a concentração de fundos europeus e financiamento neste colossal investimento na capital. O resto do país nada tem a ver com isto porque a decisão não é política, é privada, é o mercado... E far-se-á. Sem marcha-atrás porque o contrato agora assinado já o previa e todos gostamos muito de receber três mil milhões pela ANA, certo? O casamento resultará nisto: se correr bem, os franceses e grupos envolvidos ganham. Correndo mal, pagamos nós. Se ainda estivermos em Portugal, claro.

A história secreta da renúncia de Bento XVI


A história secreta da renúncia de Bento XVI
- Eduardo Febbro

Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do
banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita
renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de
complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de
tudo para defender sua facção. A hierarquia católica deixou uma imagem
terrível de seu processo de decomposição moral. O artigo é de Eduardo
Febbro, direto de Paris.
 Paris - Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa
Bento XVI decidiu renunciar em março passado, depois de regressar de
sua viagem ao México e a Cuba.

Naquele momento, o papa, que encarna o que o diretor da École Pratique
des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier, chama “uma
continuidade pesada” de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em
um informe elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada
espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças
obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos
secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro.

O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem
limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava
delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter
suas prerrogativas e privilégios a frente das instituições religiosas.

Muito longe do céu e muito perto dos pecados terrestres, sob o mandato
de Bento XVI o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta.
Joseph Ratzinger teve o mérito de expor o imenso buraco negro dos
padres pedófilos, mas não o de modernizar a igreja ou as práticas
vaticanas.

Bento XVI foi, como assinala Philippe Portier, um continuador da obra
de João Paulo II: “desde 1981 seguiu o reino de seu predecessor
acompanhando vários textos importantes que redigiu:

·        a condenação das teologias da libertação dos anos 1984-1986;

·        o Evangelium vitae de 1995 a propósito da doutrina da igreja
sobre os temas da vida;

·        o Splendor veritas, um texto fundamental redigido a quatro
mãos com Wojtyla”.



Esses dois textos citados pelo especialista francês são um compêndio
prático da visão reacionária da igreja sobre as questões políticas,
sociais e científicas do mundo moderno.

O Monsenhor Georg Gänsweins, fiel secretário pessoal do papa desde
2003, tem em sua página web um lema muito paradoxal: junto ao escudo
de um dragão que simboliza a lealdade o lema diz “dar testemunho da
verdade”. Mas a verdade, no Vaticano, não é uma moeda corrente.

Depois do escândalo provocado pelo vazamento da correspondência
secreta do papa e das obscuras finanças do Vaticano, a cúria romana
agiu como faria qualquer Estado. Buscou mudar sua imagem com métodos
modernos.

Para isso contratou o jornalista estadunidense Greg Burke, membro da
Opus Dei e ex-integrante da agência Reuters, da revista Time e da
cadeia Fox. Burke tinha por missão melhorar a deteriorada imagem da
igreja. “Minha ideia é trazer luz”, disse Burke ao assumir o posto.
Muito tarde. Não há nada de claro na cúpula da igreja católica.

A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo
mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi
uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo
misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio
Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI à renúncia e colocar em
seu lugar um italiano na tentativa de frear a luta interna em curso e
a avalanche de segredos, os vatileaks fizeram afundar a tarefa de
limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com
anjos não é fácil de redesenhar.

Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou.
Estas são tais que, uma vez tornada pública sua renúncia, os
tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor
Lefebvre, saudaram a figura do Papa.

Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu
consistiu em suprimir as sanções canônicas adotadas contra os
partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e,
por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada
que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de
ultradireita do mundo.

Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que seus retratistas se
empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a
respeito que o papa “se deixou engolir pela opacidade que se instalou
sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim
financeira.

O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que
surgiram no último ano têm a ver com as finanças, as contas maquiadas
e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João
Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise atual.

Em setembro de 2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti
Tedeschi para o posto de presidente do Instituto para as Obras de
Religião (IOR), o banco do Vaticano.

Próximo à Opus Deis, representante do Banco Santander na Itália desde
1992, Gotti Tedeschi participou da preparação da encíclica social e
econômica Caritas in veritate, publicada pelo papa Bento XVI em julho
passado. A encíclica exige mais justiça social e propõe regras mais
transparentes para o sistema financeiro mundial. Tedeschi teve como
objetivo ordenar as turvas águas das finanças do Vaticano.

As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e lavagem de
dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos 80,
quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o
arcebispo norteamericano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de
Deus”, presidente do IOR e máximo responsável pelos investimentos do
Vaticano na época.

João Paulo II usou o argumento da soberania territorial do Vaticano
para evitar a prisão e salvá-lo da cadeia. Não é de se estranhar, pois
devia muito a ele. Nos anos 70, Marcinkus havia passado dinheiro “não
contabilizado” do IOR para as contas do sindicato polonês
Solidariedade, algo que Karol Wojtyla não esqueceu jamais.

Marcinkus terminou seus dias jogando golfe em Phoenix, em meio a um
gigantesco buraco negro de perdas e investimentos mafiosos, além de
vários cadáveres.

No dia 18 de junho de 1982 apareceu um cadáver enforcado na ponte de
Blackfriars, em Londres. O corpo era de Roberto Calvi, presidente do
Banco Ambrosiano. Seu aparente suicídio expôs uma imensa trama de
corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçônica
Propaganda 2 (mais conhecida como P-2), dirigida por Licio Gelli e o
próprio IOR de Marcinkus.

Ettore Gotti Tedeschi recebeu uma missão quase impossível e só
permaneceu três anos a frente do IOR. Ele foi demitido de forma
fulminante em 2012 por supostas “irregularidades” em sua gestão.

Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção do mordomo do
Papa, justamente no momento em que o Vaticano estava sendo investigado
por suposta violação das normas contra a lavagem de dinheiro.

Na verdade, a expulsão de Tedeschi constitui outro episódio da guerra
entre facções no Vaticano. Quando assumiu seu posto, Tedeschi começou
a elaborar um informe secreto onde registrou o que foi descobrindo:
contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de “políticos,
intermediários, construtores e altos funcionários do Estado”. Até
Matteo Messina Dernaro, o novo chefe da Cosa Nostra, tinha seu
dinheiro depositado no IOR por meio de laranjas.

Aí começou o infortúnio de Tedeschi. Quem conhece bem o Vaticano diz
que o banqueiro amigo do papa foi vítima de um complô armado por
conselheiros do banco com o respaldo do secretário de Estado,
Monsenhor Bertone, um inimigo pessoal de Tedeschi e responsável pela
comissão de cardeais que fiscaliza o funcionamento do banco. Sua
destituição veio acompanhada pela difusão de um “documento” que o
vinculava ao vazamento de documentos roubados do papa.

Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do
banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita
renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de
complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de
tudo para defender sua facção.


A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de
decomposição moral. Nada muito diferente do mundo no qual vivemos:
corrupção, capitalismo suicida, proteção de privilegiados, circuitos
de poder que se autoalimentam, o Vaticano não é mais do que um reflexo
pontual e decadente da própria decadência do sistema.

Tradução: Katarina Peixoto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

DOCE OU TENEBROSO ROMANCE?




Doce ou tenebroso romance?

Diz o Povo e tem razão; há razões que a razão desconhece! Os antigos e recentes episódios protagonizados pelo controverso deputado Jaime Ramos, é a prova dos nove de tal provérbio. Quando meio partido do PSD-M foi marginalizado pelo chefe por ter optado por Miguel Albuquerque. Quando os militantes são perseguidos e ameaçados pelo mesmo “pecado”. Quando Costa Neves é expulso por manifestar a sua opinião, fosse como militante, simples cidadão ou na qualidade de vereador da CMF, porque será que nada acontece a Jaime Ramos que tem deixado o partido com uma péssima imagem na praça pública pelos seus intragáveis arrufos de mau humor, falta de educação e duvidosa qualidade política? Como consegue este senhor passar incólume aos castigos (nem uma simples repreensão) do todo-poderoso líder do partido, que nunca demonstrou a mínima coragem para aplicar os mesmos corretivos que aplica aos outros?  Este senhor deputado que pelos seus atos e palavras se manifesta indigno de ocupar uma cadeira de uma instituição democrática como seria suposto ser a ALM e que tem produzido, a par de Jardim, uma péssima imagem da Madeira como se pode dar ao luxo de até dirigir os mais significativos impropérios ao vice presidente da Assembleia e colega de partido e não lhe ser instaurado, também a ele, um processo disciplinar? Onde está o presidente da Assembleia que, por menos, usou a sua douta autoridade para mandou retirar do hemiciclo o deputado Coelho? Certamente não é pelos seus valores intelectuais, académicos, políticos ou democráticos do sr J.Ramos! Como diz o povo entre aqueles dois parece haver “rabos de palha”. Jardim acovarda-se politicamente perante um só homem quando já desafiou  a madeira inteira, ameaçou fazer uma guerra enviando as nossas canoas contra a  armada portuguesa e até, espalhafatosamente, desafiou a U.E. Embora fosse apenas para inglês ver a verdade é que pretendeu dar um sinal de autoridade que, como se vê, nunca teve. Parece que um tenebroso ou doce romance envolve aqueles dois personagens que assinaram um estranho pacto de não agressão. Já oiço zurzir nos meus ouvidos que não tenho nada a ver com isso. É verdade mas que faz desconfiar isso faz e não só a mim! A população já se vai habituando a surpresas que cada vez se tornam mais frequentes e prometem futuramente muitos mais episódios. Apenas espero que os pacíficos madeirenses aprendam a lição e votem em pessoas dignas para representa-los e para governar a nossa terra.
Juvenal Rodrigues 
Publicado no DN Funchal em 01.02.13 nas "cartas do leitor"  



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

RUAS DA NOSSA CIDADE









RUAS DA NOSSA CIDADE

A sonegação das ruas do funchal por parte do Governo Regional tentando humilhar a C.M.F  foi mais uma prova de um homem desesperado com sinais evidentes de uma doentia sede de vingança.
O  Dr. Jardim está a perder por completo o decoro despindo finalmente a capa da democracia. Creio que desde o mais simples militante de base do PSD-M  ao mais humilde cidadão madeirense ninguém fica indiferente a atitudes tão provocatorias .
Para mim que já há muitos anos denuncio, nesta página, a atípica democracia praticada por este Governo já nada me surpreende mas para aqueles que sempre o bajularam por interesses e afins devem estar atónitos e fartos de tamanha  falta de caráter,  palavras dúbias, vinganças mesquinhas, ódios, injúrias e até mesmo aquela sobranceira arrogância de empurrar os problemas com a barriga. Ocupado com assuntos mesquinhos abdicou, pura e simplesmente de governar deixando agravar-se cada vez mais esta situação de crise que a Madeira atravessa sem solução à vista. Julgo que neste momento aquela maioria de madeirenses que o mantiveram no “trono” devem estar a interrogar-se, como foi possível permitir que uma pessoa assim se mantivesse tantos anos a governar apesar de todas essas indicações de mau caráter. O “deus com pés de barro” tantos anos idolatrado, não passa afinal de um simples mortal, com mais defeitos que virtudes, a arrastar-se penosamente pelos corredores do poder tentando agarrar-se desesperadamente a um monte de escombros que restam à sua volta. Nem que para isso afaste todos os militantes do PSD-M. Basta!!! nem mesmo os madeirenses que votaram no Dr. Jardim lhe conferiram um mandato para tamanhas atos que já roçam a esquizofrenia. A madeira parou no tempo e estagnou na governação para dar lugar a represálias políticas provenientes do presidente do governo e líder de apenas 51% do partido. 
Perante a gravidade da situação, em nome dos madeirenses de bom senso e sanidade mental sã proponho uma coligação, imediatamente, entre os 49% do PSD-M que compreenderam finalmente o egocentrismo do chefe, movimentos de cidadãos e todas as forças da oposição. O que está em jogo é a salvação da Madeira e o futuro dos madeirenses e isso está acima de meras questões partidárias ou atitudes tresloucadas  que já nada tem a ver com governação. Todos temos o dever de nos unir para acabar com este estado caótico que assolou a (des)governação da RAM. Urge tomar atitudes proporcionais ou se quiserem radicais para debelar o estado calamitoso a que a nossa terra chegou a nível político, económico e social.
Juvenal Rodrigues 
Publicado no DN Funchal em 14.01.13

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O MAIOR CULPADO



                

O maior culpado  

Penso que já ninguém duvida que o P. do Governo é o principal culpado por a Madeira ter chegado ao estado de miséria em que se encontra. Se hoje temos uma região super endividada que se reflete numa cidade  parada, com milhares no desemprego, com falências diárias de empresas, e cidadãos cabisbaixos e tristes deve-se à “dívida abençoada” do Dr Jardim um governante teimoso, arrogante, trapaceiro e convencido que apenas se dedicou à caça ao voto e esqueceu-se de governar. Escondeu uma dívida colossal, fez investimentos ruinosos e deixou a Madeira sem futuro. Mesmo assim continua igual a si próprio sem se preocupar com um povo que ingenuamente lhe deu 36 anos de governação para fazer tudo o que entendeu. Apesar desta maldita crise superiormente elaborada por ele mais os barões do regime e apoiado pelo seu “meio partido” continua a reiterar nos erros que colocaram a Madeira em rota de colisão. Quem não aprende com os seus próprios erros jamais aprenderá. Num desprezo total pelos que sofrem, sem emprego, sem futuro e sem pão para dar aos filhos, mantém teimosamente  os 5 milhões do jackpot para a Assembleia, os 4 milhões para o panfleto Jornal Madeira, mais milhões para a marina fantasma e conclusão de mais piscinas para juntar hás cerca de 20 que a Madeira já tem sem verbas para manutenção. O Dr. Jardim roubou a dignidade à Madeira e madeirenses e deveria, por isso, a todos pedir perdão sem sequer ousar levantar os olhos do chão quando passasse  por u m madeirense. Todos se lembram dos discursos inflamados de ódio de um homem que dizia defender- quando lhe convinha- a Madeira e os madeirenses que, por acreditarem cegamente nele, estão hoje a mendigar caridade das instituições de solidariedade. Desta vez acredito na sua saída, forçado pelos 49% dos militantes do psd-m, pelas declarações dos “satélites” que gravitam á sua volta e pelos madeirenses que começam a despertar de um sono profundo. Por tudo isto o Pr. do Governo percebeu que em 2015 apenas teria os votos da família. Até prova em contrário acredito que este homem se mantém no Governo para concretizar uma vingança mesquinha a uma  população a quem ele não consegue mais enganar, assim como aqueles militantes do psd tantos anos subservientes mas que agora ousaram levantar-lhe os olhos reivindicando um direito básico em democracia. agora vêm-se ameaçados e expulsos. Atitudes extremistas, próprias de um feroz e tenebroso fascismo ou de uma aparente debilidade mental. Se isto não é uma ditadura pura e dura então arranjem-me um termo mais apropriado. Agora, como nunca, acho que todos os madeirenses deveria ler o livro “jardim a grande fraude” para compreenderem melhor este personagem e como ele levou a Madeira a este beco sem saída. Sem hipocrisia;  desejo a estes maus governantes um Natal cheio de tristeza igual à que causaram a milhares de madeirenses e a estes o melhor Natal possível. 
Juvenal Rodrigues

Publicado no DN Funchal em 19.12.12                   

JORNALISTAS CORAJOSOS



Jornalistas corajosos  

Ao ler, no DIÁRIO, as reportagens sobre o temporal que mais uma vez fustigou o Norte da nossa, já muito, sacrificada ilha da Madeira não me contive de manifestar a minha admiração e respeito pelos jornalistas do DN, nomeadamente, Victor Hugo, Orlando Drumond e Silvia Ornelas que segundo o relatado nas reportagens arriscaram a vida enfrentando  a ameaça do temporal  para informar os leitores e prestigiar o Jornal onde trabalham. São eles que, na sombra, construem  o prestígio que o Diário hoje tem na Madeira e internacionalmente. Profissionais que a troco de baixos salários arriscam a sua integridade física enquanto certos políticos e governantes ganham dois vencimentos dos impostos que eles descontam e sem molhar os pés se deslocam ao local da tragédia para apertar a mão aos desalojados e proferir discursos demagógicos afirmando a pés juntos que não tiveram culpa nenhuma pelo que aconteceu e que a culpa é apenas do S.Pedro. Aqueles que ficaram agora privados dos seus pequenos bens devem lembrar-se que foram esses governantes que sempre afirmaram defender a Madeira e os madeirenses que contribuíram para a vossa desgraça. 
Aos jornalistas  mencionados os meus sinceros parabéns pela vossa coragem que deram origem a um bom trabalho.

Juvenal Rodrigues

Publicado no DN Funchal em 11.11.12