segunda-feira, 2 de junho de 2014

O GOVERNO REGIONAL E AS CÂMARAS



                                                                                                                                                                Juvenal Rodrigues


Até aqueles que eram garotos e vira-casacas, na boca do Dr. Jardim, hoje já são boas pessoas!    


Muito se tem falado ultimamente na C. M. Funchal. Também não seria de esperar outra coisa uma vez que o projeto da mudança foi uma brisa fresca que gelou todo o laranjal. As facturas dos “empreiteiros do regime” guardadas à anos nas gavetas foram agora enviadas para serem pagas pelas Câmaras ganhas pela Oposição. Até passaram a cobrar juros de mora, quando até aqui nunca o haviam feito uma vez que é voz corrente que as adjudicações das empreitadas tanto para o G.Regional como para as Câmaras já eram empoladas devido à certeza de que iriam tardar em receber, ou seja, uma espécie de juros de mora facturados antecipadamente.
Reparem que todas as Câmaras que não são “laranja” e estão a braços com dívidas atrasadas contraídas pela governação PSD, são confrontadas com processos em tribunal e penhoradas  receitas (Câmara de Stª Cruz) numa tentativa desesperada do Dr. Jardim e seus amigos do regime  derrubarem estas Câmaras pela via administrativa já que não conseguiram derrota-las nas urnas. Achei imensa graça às suas declarações onde dizia que o PSD-M não irá mexer uma palha para derrubar as Câmaras mas logo a seguir diz em tom de ameaça que a população ira assumir as consequências por ter escolhido mudar. Então e as consequências que estamos a enfrentar pelos 38 anos recheados de vícios e asneiras da sua governação? A última é a do campo de golfe do P.Santo com a relva toda queimada  e sem dinheiro para a sua manutenção. Já agora pronuncie-se também sobre a “pornografia” do seu partido com 5 candidatos à liderança. Sinto que por vezes vivo num manicómio gigante onde os principais protagonistas dizem, pela tarde,  coisas  totalmente opostas ao que se disseram pela manhã. Até aqueles que eram garotos e vira-casacas, na boca do Dr. Jardim, hoje já são boas pessoas! 
Mais um caso flagrante dos abusos nesta região é, entre outros, a Praça da Autonomia. Os terrenos onde hoje funciona a P.Autonomia foram expropriados pela Câmara de Miguel Albuquerque que ficou com o ónus da dívida sendo mais tarde condenada pelo Supremo Tribunal a pagar aos expropriados à volta de 6 milhões de euros mais outros encargos pela renúncia unilateral do contrato de exploração do parque estacionamento ali existente. Tudo isto totaliza à volta de 7 milhões de euros que agora a Câmara de Paulo Cafôfo terá que pagar. Todavia o G. R. apropriou-se indevidamente da P. da Autonomia para levar a cabo as obras em curso mas como tem a mania que tudo o que existe na região é dele, ainda não assumiu os encargos dessa  expropriação como aconteceu em  tantos outros casos. Resumindo, a C.M.F. está a pagar a dívida aos antigos proprietários  pela expropriação mas o G. R tomou conta da Praça e não assume a dívida.
Mas os casos de má governação laranja não se ficam por aqui. Na transata semana o Diário publicava que os gabinetes do Governo receberam verbas indevidas em ajudas de custo. O TdC apurou que os encargos com os gabinetes do executivo totalizaram 2.6 milhões de euros em 2012, assim distribuídos: 7 chefes de gabinete, 13 adjuntos, 17 secretários pessoais, 6 conselheiros técnicos e 15 motoristas (viva o luxo) e ainda gastou mais 403.000 euros em estudos e pareceres.
O Dr. Jardim sentindo que o seu império está a desmoronar-se tenta por todos os meios lavar-lhe a cara com entrevistas e comunicados absurdos onde, para isso até o Jornal dos Blandy já serve. Em vez de se preocupar em conter todos estes gastos desnecessários face a toda a miséria que grassa na região vem, qual donzela ofendida, esclarecer que as despesas de representação estão suportadas pela resolução do  Conselho do Governo datada de 1986. Sr. Presidente desça das nuvens onde sempre tem andado! Os madeirenses não querem saber se gasta dinheiro mal gasto desde 1986 o que eles querem é que não continue a gastar sobretudo quando a região está na miséria que Vª Ex. a deixou com quase 7mil milhões de dívida e com crianças a passar fome.
Se a sua mente distorcida até vê no relatório do TdC coincidências com o “timing” das Eleições Europeias e com a crise da C.M.F procure também saber porque é que o Ministério Público tem o processo de alegada corrupção “Cuba Livre” entre mãos acerca de 3 anos e continua em segredo de justiça.
Se a Madeira chegou a este ponto deve-se exclusivamente à gestão das Câmaras PSD-M e do G.Regional que durante 36 anos (des)governou esta ilha. 
Este senhor depois de tudo o que fez ainda tem o desplante de  dizer que recusa colocar a dívida como prioridade porque as famílias não se alimentam de défices.

Santa demagogia! Então porque está a pagar a dívida quando tem crianças e famílias inteiras a passar fome? Estas declarações, de tão incoerentes, só podem ter origem em distúrbios psicológicos ou pior do que isso ofendem os madeirenses ao tentar  passar-lhes um atestado de burrice. 
Publicado na pag. "opinião" DN Funchal em 22 maio 2014
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Comentários

Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.
Parabéns pelo artigo de opinião... Oxalá mais vozes se façam ouvir! O "regime" ainda não percebeu que o povo que os elege já não vive na ignorância e que estamos cada vez mais atentos ao que se faz aos dinheiros públicos, ou não fossemos nós a pagar os excessos deste "desgoverno"!
EXCELENTE ARTIGO DE OPINIÃO! BEM HAJA A QUEM ESCREVE E DIZ AS VERDADES SEM MEDOS!!

A MUDANÇA






Os escribas do PSD-M, aqueles que foram proibidos 

pelo chefe de escreverem para o Diário, hoje aproveitam as suas 

páginas para fazer campanha própria e campanha contra o projecto 

“mudança que derrotou e mergulhou o PSD-M em profunda crise 

interna ao perder 7 Câmaras na região. Estes senhores, desde 

aqueles que já sabiam, até os que adivinham o futuro, estão a 

contorcer-se para que a Mudança não se entenda para eles 

voltarem a comandar a nossa terra tanto nas Câmaras como no 

Governo. Na sua euforia até se esqueceram que o próprio PSD-M 

está como uma autêntica manta de retalhos com 5 candidatos às 

eleições internas (só Madeira)  todos eles com ideias novas (já com 

mofo) e em profunda divergência com o chefe supremo. Até o U.I.  

com os seus habituais tiques de “importantão” disse que já previa 

que as divergências no seio da “Mudança” iriam acontecer. Eu não 

sou tão importante mas já à muitos anos previ (escrevi) que ele iria 

rebentar com o PSD-M e com a Madeira e isso aconteceu. Senhores 

saudosistas do passado moderem a vossa euforia porque 

divergências em democracia sempre houve e continuará a haver. 

Lembrem-se que a nível nacional já houve várias substituições de 

ministros incluindo o irreversível P.Portas que encostou P. Coelho à parede até que este lhe desse a vice-presidência e no entanto para nosso mal o Governo ainda não caiu, o Dr. Jardim colocou a 

Madeira na bancarrota, destruiu o PSD-M, denegriu a imagem desta ilha, chamou os piores nomes aos madeirenses mas ainda não caiu. 

Aconteça o que acontecer os madeirenses jamais irão permitir que 

esta terra volte ás garras dos PSDs.

A coligação “Mudança” é composta por seis partidos e vereadores 

sem filiação partidária por isso é perfeitamente natural que haja 

divergências já que ali existe liberdade de opinião e a democracia 

funciona coisa que nunca aconteceu com governos PSD-M onde 

não existe diálogo, apenas expulsões e vinganças. Os vereadores da  
“mudança”  

têm muita competência técnica e sensibilidade social embora lhes 

possa faltar a maturidade política das velhas “ratas” do regime mas 

desde que haja honestidade e vontade para trabalhar pela nossa 

cidade e pelos funchalenses a maturidade logo surgirá. Seja como 

for os cidadãos da Madeira já perceberam que nem que fosse para 

acabar com o regime único que existiu até aqui já valeu a pena a mudança.
 
Juvenal Rodrigues  
Pubicado nas "cartas do leitor" do Diário em 14.05.14

COMPLETOU-SE MAIS UM CICLO DE 40 ANOS


Estamos a 4 dias de comemorar os 40 anos de uma data histórica para Portugal e para todos os portugueses que viveram, desde 1933, a ditadura de Salazar, Américo Tomás e Marcelo Caetano.                                                         Juvenal Rodrigues

A canção “e depois do adeus” de P. de Carvalho difundida às 22.55h do dia 24/04/75 dava início à “Revolução dos Cravos” protagonizada  por um grupo de capitães do exercito português apoiados por oficiais milicianos e um punhado de soldados comandados por Salgueiro Maia. Militares que - muitos deles sem saberem- arriscavam a vida, o exílio, a perseguição e consequente prisão pela sinistra PIDE  (Polícia Internacional Defesa do Estado) então chefiada pelo temido Rosa Casaco, para libertar Portugal de 40 anos de opressão e miséria. Foi a MFA (Movimento das Forças Armadas) que depôs o regime ditatorial do Estado Novo mandando Marcelo Caetano e Américo Tomás para o exílio no Brasil, com uma curta estadia na Madeira no dia 26 de abril. Foi essa estadia que deu origem à primeira manifestação dos madeirenses no 1º de maio de 75 em pleno período revolucionário empunhando cartazes com a expressão: “a Madeira não é caixote de lixo.
Próprio de todas as revoluções seguiu-se um período de grande agitação  política que ficaria conhecida por PREC  (Processo Revolucionário em Curso) e terminaria com o 25 de novembro de 1975. Daí o Dr. Jardim, como único importante e contra a própria História  adotar esta data para comemorações na Madeira em detrimento da data do 25 abril. Mas a arrogância e o ego nunca o deixaram  perceber que se não fossem os militares, que ele um dia apelidou de efeminados, a concretizar a revolução dos cravos,  nunca teria sido possível o 25 de Novembro. Foram ainda eles que provaram o seu idealismo e nobreza entregando o poder aos civis. Mal sabiam que muitos desses políticos oportunistas viriam a destruir Portugal.
Na Madeira as eleições autárquicas de 29 setembro 2013 também ficarão na história porque a “Mudança” veio provocar a tão ansiada queda do regime laranja, também ele com 40 anos de poder absoluto, conquistando 7 das mais importantes autarquias, ao PSD-M  o que permitirá  comemorar pela 1ª vez a data histórica da revolução dos cravos, sem medo de perseguições, represálias e vinganças mesquinhas  próprias das ferozes ditaduras. Mudança de mentalidade e métodos que demonstrarão que a Madeira é perfeitamente governável sem a arrogância e prepotência de um U.I. 
Gostaria de estar aqui a escrever que a liberdade é total mas infelizmente ainda não posso. Não posso porque enquanto houver governantes incompetentes como um  Passos o mentiroso, um Portas o irreversível e um  Alberto o vingativo, Portugal não será totalmente livre. Não posso enquanto for preciso fazer milhares de pobres para criar um rico. Não posso enquanto este país tiver 20% de desempregados a mendigar trabalho e pão. Não posso enquanto houver exclusão social a criar famintos a recorrerem diariamente às cantinas sociais para matarem a fome aos filhos. Não posso enquanto os poucos que têm trabalho descontam mais de 50%  do seu salário  para o Governo sustentar os grandes grupos económicos e escravizar os portugueses. Não posso enquanto os reformados são espoliados, para não dizer roubados, nas suas reformas para sustentar oportunistas. Não posso enquanto existir uma vergonhosa corrupção e promiscuidade entre os governantes e o poder económicos. Não posso enquanto não houver justiça neste país.
Governar não é gerir um país em proveito próprio e colocar na Administração centenas de assessores - entenda-se” Jobs for the boys”- só para favorecer os amigos.
Não foi certamente para voltarmos  à miséria de 40 anos atrás que os capitães de Abril fizeram a Revolução dos Cravos ou para que certos políticos enriqueçam de um dia para o outro. Certamente que se o golpe militar fosse hoje a ordem seria para marcharem sobre S.Bento e Palácio de Belém e não sobre a Praça do Carmo.
Será que se completou mais um ciclo?  40 anos de ditadura política. 40 anos para o país voltar à miséria extrema. 40 anos de um regime “laranja” atípico que arruinou a Madeira. Será que Portugal vive ciclos de 40 anos e é necessário nova revolução? Vivemos atualmente num sistema de roubo legal por isso não acreditemos na tão apregoada e “conveniente” austeridade porque ela não passa de um chavão feito à medida dos Governos imperialistas e corruptos servindo às mil maravilhas para manietar o poder democrático e controlar, pelo medo, as populações através do emprego, do ensino, da saúde, da justiça e da precariedade económica quando estas tendem a viver um pouco melhor. Um país não pode viver sem população mas pode muito bem viver sem estes governantes aventureiros que vivem como chefes de “gang”  em bairro de gente pobre.
É urgente e imperativo lembrar ao Governo o estrofe de Zeca Afonso “o Povo é quem mais ordena dentro de ti ó cidade. 
Publicado na pagina de "opinião" do Diário Notícias Funchal em 21 Abril 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A VOZ DA OPOSIÇÃO



A VOZ DA OPOSIÇÃO
Quem diria que a Madeira mudaria tão radicalmente em tão pouco tempo! Ou melhor como os políticos do “laranjal” mudariam radicalmente de discurso logo que sentiram os seus interesses político/financeiros ameaçados. A “Autonomia XXI” fala agora a voz da oposição! Agora que o regime laranja está agonizante nascem grupos de “laranjinhas” a defenderem  posições que a oposição madeirense sempre defendeu mas que os senhores todo poderosos, tanto na A L M,  no Chão da Lagoa e nas inaugurações das espetadas e vinho seco, para agradar ao chefe, afirmavam categoricamente que os outros partidos eram uns tontos e, até achincalhavam as pessoas que pensavam diferente. Esta “Autonomia XXI” fala agora numa nova atitude e um novo compromisso democrático. Então estão a reconhecer agora que a  vossa atitude na A L M durante todos estes anos nunca prestou? Reconhecem agora que o vosso papel era fiscalizar o Governo e não ao contrário? Reconhecem agora que o vosso compromisso democrático era defender a Madeira e o Povo e não defenderem as costas de Alberto J. Jardim? Com mais ou menos floreado defendem 6 círculos eleitorais e 41 deputados quando o PS-M e outros já à muito proponham a redução de deputados. Nem sequer o voto eletrónico presencial é uma inovação porque quando o Cartão de Cidadão passou a ser emitido já contem um “chip” para esse fim faltando apenas a instalação dos aparelhos de leitura óptica nas mesas de voto. A limitação de mandatos já está em vigor a nível nacional e até na Madeira mas o U.I  baseou-se num regimento da A L M, feito à medida para contornar a lei e que se saiba os deputados do PSD-M sempre acharam bem para não desagradar ao chefe. Como querem reforçar o poder legislativo na Madeira se o vosso consagrado líder foi atolando a Madeira em dívidas até perder a autonomia financeira e política que tanto custou a conquistar? Achei imensa piada aquela do debate quinzenal com o Governo e uma unidade técnica de acompanhamento. A oposição sempre chamou o Governo a debater os problemas da região na ALM e também apresentou “N” propostas para  comissões técnicas afim de averiguar as diversas áreas, públicas ou público/ privadas onde havia sinais evidentes de má gestão e promiscuidade mas estes mesmos senhores, pretensiosamente intitulados de movimento geracional, chumbaram tudo.  Ainda que mal pergunte, onde andaram durante 40 anos os intergeracionais mentores deste grupo? Estiveram á espera do “espalhanço” do líder para aprenderem o que é  democracia? 
Senhores antigos donos da Madeira convençam-se que o vosso reinado chegou ao fim porque a maioria dos madeirenses já compraram óculos anti-poeira laranja. 
Juvenal Rodrigues
Publicado nas "cartas do leitor" do D.Noticias em 11.04.14


terça-feira, 1 de abril de 2014

UMA VERGONHA


UMA VERGONHA
 Especialmente dedicada ao "sr ministro" Poiares  Maduro pelas suas "brilhantes" declarações proferidas em 05/02/2014, acerca da sustentabilidade das reformas...
VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.
VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 35 anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 6 ou 12 anos conforme o caso. E que aos membros do Governo, para cobrar a Pensão Máxima, só precisam do Juramento de Posse.
VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS.
VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.
VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles.
VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural)..
VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe) e Cartões de Crédito.
VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão).
VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante 18 meses.
VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público.
VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes.
VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade.
Este foi um e.mail que recebi de um amigo e passo a publicar por achar ser verdadeiro e pertinente 
Esta deveria ser uma dessas correntes que não deveriam romper-se pois só nós podemos remediar TUDO ISTO.

ATÉ A DERROTA FINAL

Até á derrota final

De derrota em derrota vai Alberto J.Jardim até à derrota final. Já em 26.09.11 eu escrevia nas “cartas do leitor” que o Dr. Jardim sairia um dia pela porta pequena sem honra nem glória. Hoje é nitidamente visível que, pior do que isso, será escorraçado qual lobo moribundo incapaz de defender-se da alcateia. De único e insubstituível passou a ser perfeitamente descartável.  Serão os  próprios companheiros de partido que outrora o bajulavam a dar-lhe a estocada final porque acabou os tempos das “vacas gordas” e assim acabou-se o respeito e a subserviência. Acabou a mania da   riqueza, que até empolou o PIB, quando faltou o dinheiro da EU. O reino do laranjal  desmoronou-se. Os que agora o apelidam de irresponsável, vingativo e teimoso  têm razão mas moralmente nenhum tem o direito de apontar-lhe o dedo já que foram coniventes  durante 36 anos enquanto lhes convinha. Agora que perceberam que o Dr. Jardim será o coveiro da Madeira e do partido com a sua filosofia muito própria “depois de mim o caos”, apareceram logo 5 candidatos receosos que a hegemonia laranja desapareça do panorama político madeirense dando lugar a uma travessia do deserto de 39 anos, tantos quantos governou.  Lembram-se  quando o PS-M, discutia lideranças e algumas divergências internas próprias de regimes democráticos e vinha o “rei” no auge da arrogância e boçalidade apelida-los com as mais imbecis alcunhas?  Porém, que eu me lembre, nunca esse  partido teve 5 candidatos à liderança de uma só vez.
Este PSD-M que por via da máquina montada ao longo dos anos por Jardins, Ramos, Mendonças, Gulhermes, Tranquadas, Pitas, Cunhas e outros, jamais rebentaria por fora, acabou por rebentar por dentro. Esta geração de madeirenses jamais irá esquecer e perdoar o estado de calamidade em que os intocáveis senhores do regime deixaram a Madeira com dívidas que nem a próxima geração conseguirá saldar. Enquanto alguns, nas barbas de Jardim, se entretinham a enriquecer, o líder subia ao Chão da Lagoa fazer guerrinhas contra Lisboa em vez de negociar os interesses da região. E ainda aproveitava para “envenenar” uns madeirenses contra os outros. Quem não aceitou vergar-se à prepotência de um U.I.,e se  atreveu a denunciar a ditad...digo, a democracia atípica deste senhor, foi achincalhado, perseguido, humilhado e sujeito a retaliações por um homem que apenas teve o mérito de gastar dinheiro que não era seu, para ganhar eleições. 
Hoje confessa-se cansado do PSD-M. Pudera, até aqueles que em tantos anos sempre estiveram calados, aparecem agora com ideias luminosas para salvar a Madeira que ele atolou! Agora já ninguém obedece ao grande chefe porque afinal ele perdeu 7 Câmaras e já não tem dinheiro nem mordomias para distribuir. Resumindo, a máquina montada para ganhar eleições começa a perder os parafusos. Até já fala em fundar um novo partido! Só se for com ovelhas e carneiros que lhe obedeçam cegamente tal como ele sempre adorou. 
Estes 36 anos de governação total só aconteceram porque muitos madeirense, por desleixo ou comodismo se convenceram que poderiam alhear-se da política e dos partidos e deixaram o Dr. Jardim à vontade. Mas creio que esta governação ensinou-lhes que jamais conseguirão livrar-se dos políticos já que são eles a condicionar toda a nossa vida para o bem ou para o mal.
Por isso no Mundo atual onde grassa a incompetência, e a ganância entre governantes insensíveis aos problemas das populações, temos que saber usar o voto e lutar pelos nossos direitos sob pena de sujeitarmo-nos irremediavelmente a uma escravatura moderna delineada à medida dos grandes “lobby” em promiscuidade com governos corruptos. Quer provas? Aqui vai! Passos Coelho afirma publicamente que o convite a Jardim para ocupar a tal “prateleira dourada” no Parlamento Europeu era para lhe dar uma saída digna da cena política. Isto seria hilariante se não fosse tão grave uma vez que atesta a promiscuidade e proteção entre alguns políticos. Então o objetivo não é colocar no P.E. alguém que defenda a nossa região? Acham que o Dr. Jardim seria a pessoa indicada depois de 36 anos de democracia deficitária com a agravante de ter colocado a Madeira na bancarrota?
É obvio que o Dr. Jardim não quer nem sabe governar num sistema democrático, sente-se bem é em regimes ditatoriais 
Não vamos aceitar que estes figurantes se sirvam do Povo para trocas de mordomias entre eles enquanto nos obrigam a mendigar um prato de sopa, à porta de uma qualquer instituição de solidariedade, para matar a fome aos filhos.
Parafraseando Mahatma Gandhi “cada dia a natureza produz o suficiente para nossas carências. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no Mundo e ninguém morreria de fome”
Basta de pouca vergonha! o Povo exige respeito dos governantes que são eleitos para gerir e defender o património de um país que é nosso e não para se servirem e servirem os amigos.

Juvenal Rodrigues 


Publicado na página “opinião” D.Notícias Madeira em 20.03.14

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

NA ROTA DAS FORTUNAS

O Mundo está numa vertiginosa mudança, quanto a mim mais do que seria necessário, todavia uma coisa se mantém praticamente imutável, as grandes fortunas. Se recuarmos no tempo verificamos que as famílias portuguesas como Lima Mayer, José de Melo, Alfredo da Silva, antigos proprietários da CUF, Champalimaud, Espírito Santo etc, continuam a manter a hegemonia do poder económico em Portugal. Quer seja através de casamentos entre estas famílias, quer em sociedades comerciais ou até mesmo acordos, para que nunca percam o controlo financeiro sobre o país, sobre a classe operária  e até mesmo sobre os governos. Já era assim no tempo de Salazar devido à burguesia dominante e agora continuam a usar o seu terrível poder económico para controlar os governos democráticos. Numa carta datada de 1939, Ricardo Espírito Santo escrevia a Salazar “ génio tão admirável o vosso, que consegue, no voo sublime, o milagre de manter o equilíbrio puro de inteligência por tal forma que nos faz compreender, com nunca igual certeza, que Deus fez o homem à sua semelhança. Tirem as vossas conclusões! Já não me restam dúvidas que após o surgimento da Europa dos 6  em 1951 a U.E continuou a crescer (são já 28) porque os grandes grupos financeiros já não cabiam dentro das suas próprias fronteiras  e então criaram uma U.E para que estes possam expandir-se e controlar toda a Europa. Por isso recuso-me a aceitar esta fatalidade das crises cíclicas tal como as pintam porque elas não nascem, são fabricadas e impostas para que os grandes “lobbys” não percam o controlo financeiro afim de manterem refém a classe proletária que quando começa a viver um pouco melhor logo aparecem estas crises. Depois dizem que foi a população que gastou o que não tinha. Pensem um pouco e vejam como nasceu a crise atual. A U.E começa a dar dinheiro a rodos. A título de curiosidade, em 29 de junho 2013 o DN Lisboa noticiava que Portugal recebeu da U.E. 9.000 euros/ dia durante 25 anos. Se as contas não me falham foram 81mil milhões de euros, sem falar no nosso PIB.  Por sua vez os bancos começam a oferecer crédito para a casa, carro, mobília  e ainda ao consumo. Foram os governos a esbanjar as famílias a pensar que já eram ricas porque tinham 2/3 cartões de crédito. Como por magia surge a crise e volta a miséria porque os agiotas exigem agora juros e capital daquilo que emprestaram e que se pensou erradamente que era tudo a fundo perdido. Assim o esquema pré fabricado volta a colocar as famílias poderosas, vulgo grupos económicos, novamente na rota das grandes  fortunas. Isto não acontece só agora, quem consultar a história verá que nos finais do século XIX, Portugal estava nas mãos dos proprietários da terra e dos banqueiros credores da Coroa. As revoluções, tal como a implantação da República em 1910 e a revolução do 25 Abril acontecem quando o povo tende a libertar-se da escravatura económica mas passados poucos anos o capitalismo volta a impor-se e volta a lei do mais forte. Os governos democráticos, uns por incompetência outros por conveniência, esbanjam o dinheiro que supostamente deveria ser aplicado em investimentos com retorno e depois é o Povo a pagar. Eles apenas sabem empurrar os problemas para o Governo anterior como fez recentemente Paulo Portas “o irreversível” que despudoradamente afirmava: “os socialistas são muito bons a gastar o dinheiro dos outros e depois chamam-nos para compor as coisas. Então foram só os socialistas? É com este descaramento que nos vão enrolando! Acaso lembra-se do ruinoso e corrupto negócio dos submarinos? Acaso lembra-se do ano negro de 2002 quando a coligação PSD/CDS esteve no Governo? Lembra-se por acaso que quando José Socrates saiu do Governo tínhamos um défice de 93% e agora com este Governo está em 127%?
O “paulinho das feiras” também não disse é que os governos de direita não têm nem nunca tiveram o mínimo de sensibilidade social têm é uma apetência doentia por números que escravizam a população. Depois vêm os governos de esquerda que tendem a abrir, um pouco, os cordões à bolsa para afrouxar o garrote financeiros mas logo aparecem os P. Portas, os P. Coelhos, os “lobbys” e os corruptos dizendo que a população está a viver acima das posses e começa a cortar em ordenados e reformas e aumentar o custo de vida  para manter a hegemonia das tais famílias. Deixem cair a máscara e digam de uma vez que acham justo  que metade dos pobres do Mundo têm tanto como as 85 pessoas mais ricas, ou seja, a riqueza do Mundo está nas mãos de apenas um 1% da população, isto segundo o relatório da ONG oxform tornado público em janeiro de 2014 e que ainda acrescenta que a fortuna dos mais ricos duplicou em poucos anos de crises. É esta justiça social que governos ditos democráticos defendem? Se passam a vida a fazer leis inúteis para coagir os cidadãos porque não estabelecem regras para uma economia que se quer livre mas regrada e que não escravize as populações?
Publicado nos artigos "Opinião" do Diário Notícias Madeira em 14 Fevereiro 2014
Juvenal Rodrigues

Para quem quiser tirar dúvidas veja o filme da RTP 2 que passou às duas da madrugada.   http://vimeo.com/40658606