sexta-feira, 28 de julho de 2017

COMBATE AOS INCÊNDIOS E AOS PIRÓMANOS


Juvenal Rodrigues

Combate aos incêndios e aos pirómanos

“drones”: é sobre esses “brinquedos” que me debruço na prevenção de incêndios florestais

27 JUL 2017 / 02:00 H.


Perdoem-me os entendidos na matéria mas depois de tanto sofrimento causado pelos incêndios a aproximação do tempo quente deixa-me apreensivo ao ponto de tentar contribuir para preveni-los antes de remedia-los. Acho melhor ter uma má ideia do que não ter ideia nenhuma.
Atravessamos uma era de várias e novas tecnologias ao serviço do homem que por vezes nem nos apercebemos da sua proveitosa utilidade. Entre elas encontram-se os “drones” e é sobre esses “brinquedos” que me debruço na prevenção de incêndios florestais e outros.
Atualmente o PPVIF (plano de prevenção e vigilância aos incêndios florestais) concebido pelo Instituto de Floresta e Conservação da Natureza define diversos pontos de intervenção rápida por toda a ilha incluindo seis torres fixas de vigilância. É exatamente nestas seis torres que incide o meu raciocínio. Porque não adicionar, ao plano de prevenção, um “drone” por cada torre como importante complemento de vigilância onde cada um sobrevoaria 7 km em redor a fim de monitorizar todas as serras, montes e vales detetando in loco qualquer foco de incêndio? Uma vez que fazem voos rasantes, ou em altitude, seriam um eficaz instrumento para detetar focos iniciais de incêndios em zonas povoadas de combustão ou até pirómanos quer apeados ou de carro sem esquecer uma eficaz prevenção na formação de enxurradas a montante na época de inverno. A partir daí se o foco fosse detetado num ponto inacessível, o combate seria feito, imediatamente, por meios aéreos uma vez que, aparentemente, os teremos em breve. Em zona com acessibilidade terrestre seriam, obviamente, as viaturas dos bombeiros. Chamaria a isto prevenção em tempo útil.
Eventuais questões: Os “drones” são caros e o orçamento regional não comporta? Não, visto que um drone DJI Phanton 4 pro+, com câmara, equipado com sensor CMOS e captação de imagens com resolução de C4K(4096x2160 pixeis equipado com GPS custa cerca de 2.000 euros. A formação para opera-los é dispendiosa? Não, uma vez que o controlador já estaria de vigilância nas torres e apenas acrescentaria mais um instrumento de que lhe permitiria uma vigia num raio de ação de 7 km com autonomia até 30 minutos à velocidade de 72 km/h. A legislação não permite? Acho que por aí também não haverá obstáculo uma vez que nem é necessário autorização da ANAC para pilotar “drones” até 25kg de peso.
Embora o PPVIF anunciasse que os postos acima dos 700m seriam vigiados pela polícia florestal acho que esta vigilância, nem de longe, seria tão eficaz como um “drone” voando em altura ou em voo rasante. Então porque esperamos?
Esta ideia, quanto a mim, é simples económica e eficaz mas se alguém entendido na matéria disser que isto não é possível, sinceramente, dava-lhe um doce para explicar porquê. Recordo-vos que durante vários anos o combate por meios aéreos não era possível na região mas agora já é!
A PROPÓSITO; em 25.08.16 numa carta do leitor intitulada “Uma questão de transparência”, escrevi, neste jornal, que deveria haver mais transparência na gestão das verbas recolhidas para as catástrofes que têm assolado a nossa ilha e prometi que voltaria ao assunto caso não houvesse mais rigor na gestão de subsídios às pessoas afetadas. Fiquei esperançado quando, dias depois, a Secretaria de Inclusão e Assuntos Sociais anunciava na, comunicação social, que a partir de então haveria maior transparência, porém, passado o aluvião de 2010, os 4 grandes incêndios de 2010, 2012, 2013 e o mais recente de 2016, a dilação continua e não se sabe quanto distribuíram para minorar o sofrimento das vítimas. Sabemos apenas que muitos continuam à espera. Recordo que a onda de solidariedade, pública e privada, que se verificou, nessas catástrofes, foi enorme e reuniu muitos milhões mas ainda não se sabe quem os gere nem como foram aplicados.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

PORTUGAL NÃO É SÓ CRISTIANO RONALDO

Sinto-me duplamente satisfeito pela vitória (2-1) de Portugal sobre o México, no dia 2 de Julho 2017, na Taça das Confederações. Primeiro porque a nossa Seleção alcançou, com muito brio, um honroso 3.º lugar e segundo porque serviu para mostrar aos portugueses e ao Mundo que a nossa Seleção não é só o Cristiano Ronaldo e que mesmo quando ele não joga também ganhamos jogos, títulos e até jogamos bem. No Campeonato Europeu de 2016,em França, Portugal foi o vencedor com um golo de Eder aos 104 minutos, mesmo sem o Ronaldo que se havia lesionado aos 25 minutos de jogo. Ironia do destino, na Taça das Confederações um golo de Adrien Silva aos 104 de jogo dá um honroso 3.º lugar a Portugal, quando Ronaldo nem estava entre os selecionados. Não quero, nem posso tirar o mérito ao grande jogador que é C.R., quero apenas lembrar ao mundo que não há insubstituíveis e os ídolos e heróis na área do entretenimento, qualquer que seja, são fabricados pela comunicação social, que sabem bem como explorar e exacerbar paixões e fanatismo para venderem notícias. Que existe homens e mulheres acima da média isso é inegável mas isso há-os em todos os quadrantes da sociedade, quiçá na área da ciência e tecnologia, muito mais úteis que o desporto. Porém quando estas figuras (desportistas) são idolatradas é apenas o marketing a funcionar porque... “quanto mais caro melhor” e quando se mistura milhões com paixões o resultado é explosivo mas altamente lucrativo. Uma simples conclusão: quantas figuras anónimas, por exemplo na área da saúde, trabalham arduamente descobrindo medicamentos para as nossas maleitas e na área tecnológica nos dão conforto e bem-estar? Alguém conhece alguma dessas figuras? Conhecem algum que ganhe milhões? Esses sim, para mim, são heróis!
Juvenal Rodrigues

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O ENTERRADO E RESSUSCITADO "CUBA LIVRE"

Antes de abordar o tema do meu artigo de hoje manifesto, publicamente, o meu profundo pesar pelas vítimas da tragédia que assolou Pedrógão Grande.
Ou a justiça está a citar arguidos sem fundamentação e a condenar cidadãos na praça publica ou então é uma máquina que emperra numa legislação velha, burocrática e complexa já que de milhares de arguidos neste país conta-se pelos dedos de uma mão aqueles que são condenados. O cidadão já não tolera e não confia numa justiça ineficiente. Quero continuar a acreditar na justiça, pedra basilar de um Estado de Direito, num país democrático, porém as dúvidas assaltam-me a cada novo caso citado já que irá de encontro a uma teia chamada legislação onde fica enleado.
Vem esta introdução a propósito do caso “cuba livre” que depois de muitos anos “enterrado” e de tanto aparato com GNR e PJ a carregar um avião com documentos comprometedores (?), é tardiamente “ressuscitado” para ser novamente “enterrado. Então, depois dos indícios de vários ilícitos, a nossa justiça chega, com confrangedora simplicidade, a uma conclusão que, aos olhos do cidadão, afigura-se surreal?
A senhora juíza, Susana Mão de Ferro, conclui que não oferece qualquer dúvida que os arguidos são responsáveis pelo cometimento dos actos violadores da lei mas... lembra que nem todos os actos constituem crime a assim o famoso “cuba Livre” é novamente “enterrado” ficando desta vez com uma “folha de fora” para mandar investigar favores às construtoras isto depois de uma “milagrosa” denuncia anónima que apontava várias situações ilícitas.(Vide D.N. 18.5.17)
Tomando por base a convicção da senhora juíza, se houve adjudicações fraudulentas, se as dívidas tiveram a data viciada cujos alegados executores do plano foram Rui Gonçalves, então, diretor regional do Orçamento, e Ricardo Reis, então, chefe de gabinete do Secretário do Equipamento Social, se Jardim deu ordem às empresas de construção para criar nova dívida ao saber que já não podia ocultar mais a antiga, se poucas dúvidas restaram que muitos concursos para as obras da “lei de meios” foram combinados entre construtoras e membros da administração pública, se, como foi referido, Jardim autorizou as empresas de construção a não pagarem a S. Social, se houve favores a autarcas e familiares por obras nas suas casas ou com imóveis a preço de saldo, se na secção da Madeira do T. de Contas houve infiltrados do regime jardinista que faziam vista grossa à contabilidade pública e fingiam não ver que os custos das obras adjudicadas não estavam refletidas nas contas regionais, se, supostamente, havia milhões de euros de trabalhos já executados pelas construtoras mas que ainda aguardavam concurso, se a juíza não acredita nas declarações do arguido Alberto J.Jardim quando este foi chamado a prestar declarações em tribunal e considera mais verosímil a versão do ex-secretário Santos Costa o qual garantiu que todos os membros do Governo tinham conhecimento da base de dados secreta onde estavam registados 201 empreitadas no valor de 1.136 milhões de euros ocultadas das contas regionais. Se depois de tantos “ses”, sete arguidos não são imputáveis, ficamos incrédulos mas pior ficamos com a caricata explicação; os arguidos não tiveram intenção de obter benefícios ou causar prejuízo a alguém. Bem, então presumo que qualquer um, que roube um pão, terá o direito de alegar que foi com intenção da matar a fome e não com a intenção de prejudicar o dono da padaria!
Não foram os madeirenses“roubados” para pagar a dupla austeridade com os PAEL, os PAEF e os cortes no vencimento por via dessa dívida oculta? Isto não é crime?
Todo o poder executivo e legislativo sabe que enquanto o ónus da prova couber ao Ministério Publico e não ao prevaricador, muitos crimes ficarão sem punição mas, mesmo assim, a A.R. Não tem pressa em alterar uma legislação num país que está a revelar-se um gigantesco antro de corrupção política /financeira.

terça-feira, 6 de junho de 2017

A CEGUEIRA DE MISTER TRUMP

Donald Trump cumpriu uma das promessas mais estúpidas da sua campanha e assim os EUA rasgam o Acordo de Paris sobre alterações climáticas porque, segundo ele, quer tornar a América grande outra vez. Num mundo cada vez mais débil e doente esta filosofia só poderia sair duma cabeça loira. Foi com esta e outras promessas estapafúrdias que o homem conseguiu ludibriar 49% de presunçosos com a mania das grandezas. Aquele arrogante e típico americano que em qualquer país que chegue exclama alto e bom som: “I am american”! Paises europeus como a França, a Itália, a Alemanha, Portugal, Espanha e até a China e o Japão já manifestaram o seu desacordo com esta saída mas Trump diz que os outros 195 signatários do acordo, de 2015, é que estão errados ao quererem preservar o clima. Para Trump o que interessa mesmo é preservar a amizade com as Filipinas e com o ditador Bashar al-Assad da Síria, curiosamente, aqueles que andam mais envolvidos em guerras e atentados e assim consomem mais armamento. Este retrógrado presidente ainda ressuscita o velho Faroeste onde vigorava a lei do mais forte e mais rápido no gatilho de um “colt 45” que matava apenas por ambição. Donald Trump ainda não percebeu que a América jamais poderá ser grande enquanto o seu cérebro tiver o tamanho de um grão de areia. Vive tão obcecado pela grandeza que jamais compreenderá que não pode governar um país como governa as suas empresas. Uma empresa explora-se até à exaustão e depois vende-se ou dissolve-se mas o Mundo gere-se por padrões socioeconómicos onde até os pobres têm direito à saúde, ao ensino, à proteção social e à justiça! Enquanto o mundo sensato tenta salvar o planeta Trump, orgulhosamente só, apenas pensa no lucro. Será que uma América rica e obesa poderá viver sozinha? Terá que explicar aos americanos sensatos que a sua filosofia é produzir mais carros altamente poluentes, maior exploração petrolífera mesmo que aumente o efeito estufa e produção de mais armamento para provocar guerras e atentados e assim enquanto os outros se matam com armas americanas a sua América vai crescendo sobre escombros, poluição e cadáveres? É esse o seu conceito de grandeza? Espero que o povo americano de bom senso o ponha no seu lugar a gerir as suas lucrativas empresas porque é só isso que o senhor sabe fazer.
Juvenal Rodrigues

sexta-feira, 26 de maio de 2017

DISCUSSÃO PÚBLICA DO NOVO PDM

Publicado em "cartas do leitor"  no DN Funchal em 25 maio de 2017

Assisti (tencionava participar) na pretérita terça-feira, no Teatro Municipal, ao 1º debate que abre o período de discussão pública sobre o novo PDM para a cidade do Funchal, sob o tema Reabilitação Urbana. Esta foi a forma encontrada pela CMF para os funchalenses poderem contribuir com ideias e pormenores para um PDM que sirva a nossa cidade que é como quem diz, o bem comum. Embora o debate fosse o objetivo, tal não aconteceu porque 4 ou 5 pessoas entenderam expor problemas de habitação própria e má vizinhança monopolizando o debate e inviabilizando a participação de outros cidadãos presentes. Caros concidadãos a verdadeira cidadania não funciona assim, assim só atrapalha quem quer contribuir para melhorar a qualidade de vida do coletivo Problemas com habitação e má vizinhança já existe desde a idade das cubatas e continuará a haver até ao fim dos séculos, porém, com o avanço da civilização os problemas pessoais têm canais próprios para serem avaliados e terão que ser resolvidos caso a caso já que nenhum pais tem leis perfeitas nem tão pouco cidadãos perfeitos onde uma lei fosse à medida de todos. A primeira das 5 sessões temáticas sobre “Projetar o Futuro” não cumpriu o objetivo porque , na realidade, mais parecia um debate político com ataques pessoais e não houve uma única proposta para o bem comum. Valeu a explanação dos técnicos da CMF sobre o PDM e outros planos de pormenor para esclarecer aqueles que estavam interessados no assunto e certamente ficarão com ideias definidas para o próximo debate. Este ciclo de conferências “Projetar o Futuro” têm um objetivo bem definido, levar os funchalense a participar, hoje, no futuro da nossa cidade para vivermos melhor amanhã. Os nossos filhos e netos ficar-nos-ão gratos pela cidade que lhes deixarmos. Quem não estiver com o espírito de discutir, sugerir ou planear deixe que os outros colaborem.
Juvenal Rodrigues

segunda-feira, 22 de maio de 2017

CONTRA-INFORMAÇÃO OU DELAÇÃO ?

Tudo na vida tem um preço e a liberdade de expressão não foge à regra

19 MAI 2017 / 02:00 H.
Em quem e em quê acreditar? É a preocupação do simples cidadão. Atravessamos um período de incertezas uma vez que ante a sede de poder e a ganância do dinheiro tudo é permitido, mentira demagogia e contra-informação. Não se pode acreditar nos gestores dos Bancos porque quando dizem que tudo vai bem há um banco a falir e lá se vai as nossas poupanças.
Não se pode acreditar na argumentação política porque enquanto o partido A diz que as coisas vão bem, logo o partido B afirma exatamente o contrário. Um deles está errado mas nenhum deles sabe! Não se pode acreditar na indústria farmacêutica já que a ambição pelos lucros astronómicos eleva o preço dos medicamentos muito acima do alcance do nosso poder de compra e o que ainda nos vai valendo é o SNS mas... com estes preços, não sei até quando!
Não se pode confiar nas promessas em campanhas eleitorais porque são esquecidas logo que acaba as eleições e depois apenas servem para “encher chouriços” nos debates políticos distorcendo descaradamente as promessas e empurrando as culpas para terceiros ou seja, confundir para disfarçar.
As redes sociais são um poderoso veículo de informação onde se bebe muitos ensinamentos mas é, também, o maior veículo da mentira, da propaganda, do logro e até da persuasão à distância para levar as pessoas a mutilarem-se e suicidarem-se como no caso da “baleia azul. Isto será simples malvadez ou interesse ignóbeis estão por trás disto e dos ciberataques?
Já nem naquilo que se vê podemos acreditar já que o “photoshop” é usado abusivamente pelos delatores para mudar e achincalhar qualquer fisionomia.
O ataque com gás sarin na cidade de Khan Sheikhun, na Síria, que originou uma retaliação por parte dos E.U.A, de Trump, contra o uso de armas químicas, levou de imediato a Rússia de Putim a afirmar que o ataque não foi ordenadas por Basar Al Assad da Síria (?) Citando René Descartes “daria tudo o que sei pela metade do que ignoro. Até no sofrimento atroz e morte de inocentes usa-se a desinformação ocultar a verdade e confundir.
Medonhos atentados terroristas espalham o caos e o terror e são euforicamente reivindicados por organizações terroristas apenas para se mediatizarem mas na maioria das vezes nem sabemos ao certo quem os praticou.
Nicolás Maduro usa a demagogia pura e dura para tentar instalar um regime cubano na Venezuela e silenciar as “forças do mal” - oposição- que lhe querem tirar do ombro o passarinho ali colocado por “el comandante Chaves. A confiar na informação dos mídea, chega-se ao ponto de saquear o Estado industrial de Carabobo, como “fait divers”, para culpar a oposição.
O desporto junta dezenas de “opinion makeres” à frente de uma televisão onde todos discutem exacerbadamente mas nenhum deles vê as mesmas imagens, ou seja, cada um vê aquilo que quer, ali mesmo nas “barbas” do telespetador.
Diz-se, com alguma ligeireza, que é a liberdade de expressão e o direito de opinião a funcionar. Será! Mas alguém já pensou que esses valores tornam-se abstratos quando não se consegue distinguir a verdade da mentira? Que o valor da informação passa a um banal direito de opinião?
Nunca como agora temos que estar preparados, com o discernimento necessário, para filtrar o que se lê e o que se vê já que os milhões de paginas de informação, por esse Mundo fora, encalham no entulho da mentira, da malvadez e da ganância. As meias verdades alimentam o comportamento vil e execrável de seres humanos, despidos de valores morais que por um minuto de fama ou poder está a levar o Mundo à demência coletiva onde a a noção da verdade está a tornar-se um mito ou coisa do passado. Tudo na vida tem um preço e a liberdade de expressão não foge à regra porque, na maioria das vezes, não nos damos ao trabalho de conte-la, refleti-la e filtra-la. Parafraseando John Kennedy “Quase sempre preferimos o conforto da opinião sem o desconforto da reflexão.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

ÁGUA USADA COMO ARMA

Em junho de 2004 escrevi que a água potável não é mercadoria. Hoje acrescento que também não pode servir de arma para guerras políticas e estúpidos “braços-de-ferro” onde o povo é sempre o grande prejudicado. A senhora presidente da ARM (águas e resíduos da Madeira), Nélia Sousa, ao exigir o aumento do preço da água em alta, consciente ou inconscientemente está a ser usada como braço armado do Governo Regional para asfixiar politicamente a CMF e a Câmara de Santa Cruz, que não fazem parte da ARM, mas esqueceu-se que quem sai sempre prejudicado é a população que, sem culpa nenhuma, irá pagar uma pesada factura de água e resíduos sólidos no fim do mês. Esta é a segunda vez (depois de 2013) que a ARM tenta malabarismos para aumentar o preço da água e é justo que o povo saiba que estas Câmaras têm suportado estes aumentos para não os repercutir no consumidor final, os munícipes. A senhora Nélia Sousa pode fazer as contas que fizer, pode invocar dívidas antigas, pode arranjar desculpas esfarrapadas para o aumento da água em mais de 20% e os resíduos sólidos em mais de 300% mas isso torna-se absolutamente irrelevante quando as consequências sobram para os munícipes quer do Funchal quer de Santa Cruz. Não deve haver pretextos para aumentar o preço de um bem essencial à vida como é a água, ponto final.Mas esta execrável “guerra” política não é inocente, é pura retaliação do G.R contra os executivos das Câmaras que fugiram ao controlo absoluto do PSD-M em 2013 e acentua-se com o aproximar das autárquicas de 2017. Miguel Albuquerque encarnou o velho e mofento PSD usando a mesma metodologia de A.J.Jardim. Em quase 4 anos de funções do novo executivo da “Mudança” nunca pagou os cinco milhões de euros de IRS que devia à CMF, os quais reivindicava ao seu antecessor, não estabeleceu um único contrato-programa ao contrário de quando a Câmara era PSD que estabeleceu contratos num valor superior a 70 milhões de euros e tenta subtilmente asfixiar as Câmaras que “fugiram” ao psd-MEsta é a verdade dos factos, o povo da Madeira sempre serviu de arma de arremesso nas mãos dos políticos e isto tem de acabar urgentemente,não podemos ser nós cidadãos a pagar as “guerras” dos políticos incompetentes, vingativos e sem moral.
Juvenal Rodrigues