quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

ESQUIZOFRENIA OU RAIVA?

Embora goste de desporto, em particular futebol, não costumo opinar sobre ele dado que vejo nisto um negócio de milhões, um fanatismo exacerbado e gente completamente alienada, insensata e sem raciocínio próprio. Isto não é, e jamais será desporto pelo desporto. Sobre isto apenas digo que é um perfeito disparate as avultadas verbas envolvidas e uma afronta face à pungente miséria que existe no Mundo. Todavia hoje vou abrir uma exceção face às recentes notícias sobre a A.Geral do Sporting Clube Portugal onde as declarações do seu presidente, Bruno Carvalho, não deixam ninguém indiferente. Até mesmo um morto levantar-se-ia do túmulo para comentar estas declarações completamente estapafúrdias e alienadas da realidade. Será que alguém se esqueceu de fechar a porta do hospital “Júlio de Matos? O homem pede para os sócios não verem televisão e julgo que até as crianças sportinguistas estarão proibidas de ver o canal panda, pede para fazerem um boicote à C.Social e logo os sócios começam a agredir jornalistas, exige aos comentadores que não comentem, diz para odiarem o vermelho... Mas que raio de fanatismo ou paixão clubística leva estes seres humanos a se deixarem manipular, qual rebanho de ovelhas, por este figurão cujo comportamento e imagem denota ódio, vingança e raiva. Parece-me que o homem não quer saber dos resultados desportivos para nada, apenas usa o SCP para guerras com os seus adversários, com os árbitros com a Liga de Futebol e com tudo. Pergunto; que tal se fosse toda a C.Social a fazer um boicote ao SCP ? O que faria B.Carvalho sem pio e sem visibilidade? Como apelaria aos boicotes e à arruaça? Por amor da santa, metam este homem num colete de forças antes que faça estragos irreversíveis!Não consigo dissociar este B.Cavalho de Donald Trump, Kim Jong-Un ou de Nicolas Maduro que manipulou o povo venezuelano até pô-los a pão e água. Infelizmente estes casos não acontecem apenas no futebol, na política também existe alguns políticos mesmo depois de condenados pelos tribunais ainda são eleitos por pessoas ignorantes sem lucidez para escolher pessoas capazes e honestas. Como sói dizer-se, o povo tem o que merece mas depois queixam-se dos corruptos, dos ladrões e dos aldrabões.
Enquanto houver homens (com h minúsculo) à frete de instiruições ou governos o Mundo jamais terá paz e sossego.
Juvenal Rodrigues

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

UM POUCO DE HISTÓRIA Stª ;Maria Maior, Funchal

Santa Maria Maior, Funchal

Este foi o meu contributo para o “Diario das freguesias” da iniciativa do DN Funchal, publicado em 23 de Fevereiro de 2018

UM POUCO DE HISTÓRIA.

Nesta louvável iniciativa do sempre inovador D. Noticias, Madeira pensei que nada melhor para começar do que um pouco de história sobre a minha freguesia.
Santa Maria Maior é a mais antiga Freguesia da Ilha da Madeira e data do ano 1425.
Foi nela que se geminou o 1º Bairro populacional construido pelos portugueses fora do território continental e até do Continente europeu.

Foi aqui que nasceu o 1º povoamento português do além mar e foi ainda em Stª Maria Maior que se deu início à cidade do Funchal, capital madeirense.
Começou aqui a construir-se os primeiros alicerces que viriam, mais tarde, a dar sustentação ao desenvolvimento que a Madeira foi registando ao longo dos séculos.
Santa Maria Maior é assim um marco indelével na histórica expansão de Portugal no Mundo

Atualmente, pelos censos de 2011, Stª Maria Maior é considerada a 3ª maior Freguesia com uma população de 13.352 habitantes, sendo a 2ª maior a Freguesia de S.Martinho com 26.482 e a primeira, a Freguesia de Stº António com 27.383 habitantes. Mas o que muita pessoas desconhecem é que Stª Maria Maior no ano de 1864 era a maior Freguesia com uma população de 4.444 habitantes sendo Stº António a segunda com 4.376 e S.Martinho era a terceira com 3.061 habitantes.

A área geográfica abrange 4.88 Km2 e vai do mar à serra. O seu nome primitivo era Nossa Senhora do Calhau por ser edificada junto à orla marítima composta por praias de calhau sendo a sua população socialmente dominada por artesãos e “homens do trabalho” onde predominava a agricultura.

A Igreja de Nossa Senhora do Calhau foi fustigada por alterosa ondas de tempestade vindas da Costa Sul até que em 1803 um terrível aluvião destruiu grande parte desta Igreja e o assento mudou para Igreja de São Tiago, até hoje o Santo Padroeiro da cidade do Funchal o qual é homenageado anualmente com a procissão com início na igreja que lhe deu o nome e o seu términos na Capela do Socorro.

Atualmente esta Freguesia mantém vários pontos de interesse turístico tais como o Jardim botânico, o Forte de São Tiago construido durante os séculos XVI / XVII para proteger a nossa costa dos piratas, as levadas, os percursos pedestres, o cemitério dos judeus e como ex-líbris o Mercado dos Lavradores, aberto em 1940. Não poderia esquecer o Clube Sport Marítimo, o maior clube das ilhas, nascido e criado no Campo Almirante Reis desta Freguesia.
* excertos da Wikipédia

Juvenal Rodrigues, presidente da Assembleia de Freguesia.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

REGRESSO AO PASSADO ?

Regresso ao passado?

Desejo todo o progresso para a nossa terra mas não ao elevado preço de “custe o que custar” que trará o regresso do PAEF

29 JAN 2018 / 02:00 H.
Recusa-mo-nos a regressar ao passado! Os madeirenses têm que mobilizar-se em torno da defesa da nossa terra e isso implica não voltar ao tempo do Dr Jardim e permitir que a Madeira volte ao mesmo caminho da dívida escondida, do achincalho político, das “guerras” contra Lisboa e Açores e dos “jobs for the boys. Os madeirenses e porto-santenses mais atentos já perceberam que o Dr. Miguel Albuquerque abdicou de governar e deixou tudo para o seu vice, Dr Pedro Calado, que parece estar mais interessado em ganhar as próximas eleições, (2019) para satisfazer Alberto J. Jardim, ou então descobriu petróleo na Madeira dado a preocupante ligeireza com que faz promessas de voltar a apostar nas obras megalómanas do alcatrão e do cimento. Anunciou a conclusão do troço da cota 500 pelo valor de 9 milhões, conclusão da via expresso (VE) entre Santana e S. Jorge no valor de 14 milhões, conclusão da obra VE entre Raposeira e Ponta do Pargo, no valor de 24 milhões seguindo-se a ligação entre S.Jorge e Arco de S.Jorge. Relembro que todas estas obras foram suspensas devido à assinatura do contrato do PAEF, exatamente pelas dívidas loucas que o Dr Jardim vinha contraindo às escondidas. Também já fala no aumento da Pontinha num valor aproximado dos 100 milhões de euros, temos a obra do hospital, essa sim prioritária, cujo valor da comparticipação da Madeira rondará os 170 milhões. Se juntarmos a isto os 100milhões que a Madeira perdeu em receita fiscal em 2017 através do CINM, verificamos que está muito dinheiro envolvido e se na Madeira não descobrimos petróleo isto significa que são mais promessas falsas ou então voltarão à dívida escondida. Mas ainda não ficamos por aqui no que concerne a despesas uma vez que, já para este ano temos a despesa com o helicóptero para os incêndios e o famigerado plano B para o Ferry nos três meses de verão por 3 milhões os quais divididos por 3 meses equivale à “módica” quantia de 1 milhão/mês ou se preferirem 83.340 euros por cada uma das 12 viagens. O frete do famoso charter para os estudantes custou “apenas” 30.000€ pelo que se deduz que com esta excentricidade custara quase três vezes mais viajar de Ferry do que avião. Tudo isto não passa de uma monumental irresponsabilidade com o objetivo de deitar poeira nos olhos dos madeirenses antes das eleições de 2019, já que são encargos megalómanos insuportáveis para os depauperados cofres da região o que significaria um novo “assalto” aos nossos bolsos através do aumento do custo de vida e dos impostos porque ninguém tenha ilusões que todo o dinheiro, bem ou mal gasto, nós contribuintes é que o pagamos.
Fazendo um exercício de memória conseguimos uma analogia entre o passado e o presente que nos leva a recordar que quando o Dr Pedro Calado, responsável pela área financeira,saiu da CMF, anunciou publicamente que teria deixado um milhão e duzentos mil euros de saldo positivo e afinal o executivo de Paulo Cafôfo ainda está a pagar uma dívida à volta de 100 milhões que este senhor deixou. O rol de irresponsabilidades do PSD-M vai muito mais além já que é do conhecimento público as dívidas que o PSD-M deixou em todas as Câmaras e Juntas de Freguesia da região, do regabofe que foram as Sociedades de Desenvolvimento, tecnicamente falidas, agora com mais uma injeção de capital de 33milhões de euros, das Marinas e dos ruinosos contratos de concessão da via rápida (VR1) entre Caniçal e a Ribeira Brava com uma extensão de apenas 37Km e ainda da via expresso , VE1, VE2, VE3 e VE4, com um total de apenas 69 Km cujo contrato remonta ao ano 2000 e prolongar-se-á até 2025 se entretanto não houver um Governo capaz de inverter este descalabro. Aqueles que acompanham de perto a governação da RAM e para os que não têm memória curta sabem que tudo isto é verdade. Lembram-se da famosa dívida da região no valor de 6 mil milhões que até deu origem ao famoso “cuba Livre” e que o Governo do Dr Jardim e os deputados do PSD-M sempre negaram afirmando que eram mentiras da oposição? Pois em Dezembro de 2017, na discussão do Orçamento da Região para 2018 na ALR o Sr Vice-Presidente Pedro Calado finalmente admitiu que em 2011 a dívida da região era de 6mil milhões e de então até agora o G.R. havia reduzido 1,2 mil milhões. Então a dívida era real, não era invenção da oposição! Para me convencer, o Dr. Pedro Calado terá que explicar onde irá buscar dinheiro para gastar em tantas promessas, sendo que até lá reservo-me o direito de não acreditar nele. Havia tanto para recordar desta tão má governação ao longo de 40 anos mas vou apenas referir mais um caso para provar que a Madeira viveu, durante a era PSD-M, um pesadelo que jamais deverá acontecer. A tristemente célebre queda do Banif não deixou feridas apenas nos depositantes já que muitos dos barões do regime como a Fundação Social Democrata, Joe Berardo e a Fundação Horácio Roque também entraram em decadência o que indicia que o poder económico da região e os governos PSD sempre andaram de mãos dadas no (des)controlo de toda a economia madeirense até ela se desmoronar.
Desejo todo o progresso para a nossa terra mas não ao elevado preço de “custe o que custar” que trará o regresso do PAEF.
Daqui alerto a oposição e madeirenses em geral para as perigosas fantasias de Pedro Calado aliado a nova versão dos “renovadinhos” mais o “lobby” dos transportes marítimos, do cimento e do alcatrão que deram várias vitórias eleitorais ao velho “jardinismo” e agora teimam em ressuscitar os velhos gurus de um passado recente e formar uma nova “bomba” de promiscuidade o que não augura nada de bom para o futuro desta terra.
PS: Alvissares a quem souber do paradeiro do presidente do G.Regional da Madeira.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

COBARDIAS POLÍTICAS



Cobardias políticas


Ao tomar conhecimento das graves acusações proferidas pelo sr. Deputado Carlos Rodrigues na ALM fiquei indignado com aquele vocabulário baixo e rafeiro produzidas por um deputado eleito pelo povo. Este sr. deputado é useiro e vezeiro na ofensa gratuita e nas acusações sem conteúdo como é exemplo estas que visaram o Sr. Presidente da CMF. Isto sim é da mais baixa cobardia política uma vez que Paulo Cafôfo nem estava presente para se defender. Não estou a fazer de advogado de Paulo Cafôfo, primeiro porque não tenho habilitações para tal e segundo porque ele não me pediu e certamente saberá defender-se no momento e no lugar próprio. A razão da minha indignação é porque conheço muito bem a “peça” enquanto deputado da Assembleia Municipal do Funchal da qual fizemos parte durante 4 anos (2013/2017) e onde várias vezes confrontei o Sr Carlos Rodrigues com a sua demagogia, as suas inverdades, a sua reles baixeza política e as falsas acusações infundadas demonstrando assim a sua condição de arruaceiro na CMF e diversas vezes na ALM. Em minha opinião, este senhor é que nem serve para militante de base e muito menos para líder de coisas nenhuma. Quanto a mim o Sr Deputado Carlos Rodrigues é que deveria ser confrontado pelo Ministério Público e dizer em que se baseia para fazer as acusações gratuitas afirmando que Paulo Cafôfo baralhou e obstaculizou a investigação ao acidente do Monte. Repito, apenas manifestei publicamente a minha indignação às declarações agora proferidas por este senhor deputado porque acho não tem qualidade para ocupar o lugar onde está e defender com dignidade a população que o elegeu. O arruaceiro mor da Madeira já foi afastado pelo povo para os lados do Quebra Costas agora faltam estes arruaceiros domésticos, assalariados da política, serem relegados de toda e qualquer lugar digno como deveria ser a ALR. Mas isso deve estar para breve!


Juvenal Rodrigues












































































sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A FESTA AOS OLHOS DE UM PETIZ



A Festa aos olhos de um petiz

À data de 29 de Dezembro não havia a preocupação de preparar o réveillon num hotel de 5 estrelas, apenas era aguardada a noite dos Reis

29 DEZ 2017 / 02:00 H.
Por entre as frestas de uma porta envelhecida pelo tempo, a luz da lua espreitava um quadro de outro natal, de uma família humilde mas feliz na sua simplicidade e na pacatez e sossego de uma modesta casa no campo, num sítio de onde não se via o reboliço e o consumismo da cidade. Num recanto do amplo compartimento que servia de sala de estar e jantar, uma abobada composta por ramos de pinheiro bravo dos quais pendiam balões, constituía o abrigo do Menino Jesus que, lá do alto da “escadinha”e sob uma auréola de alegra-campo e enfeitada com pequenas tangerinas, laranjas, pêros,“cabrinhas” da rocha e pequenos vasos de searas em crescimento, preenchiam os degraus da lapinha forrada com papel vermelho a condizer com a época. A mão erguida do Menino com o dedo médio e o indicador em forma de V parecia abençoar aquele peculiar quadro familiar de paz, sossego e amor. A luz ténue de um candeeiro a petróleo sobre uma pequena mesa no meio da sala irradiava algum calor, porém, insuficiente para aquecer todos os membros da família que se aconchegavam uns aos outros transmitindo calor humano e coragem quando lá fora o rugido das rajadas do vento gélido se faziam sentir naquela noite de Dezembro e teimava em entrar pelas frestas da porta e de uma mini janela que dava para o terreiro.
As mulheres, avó, filhas e nora impedidas de sair à rua, bordavam no meio da sala fazendo um esforço para enfiar a linha na agulha dada a parca luz que o candeeiro irradiava em parte devido ao fumo do petróleo que ofuscava o vidro. O pai, um dos nove irmãos que havia concluído o exame de 4ª classe, sentado em cima de uma velha arca, também esforçava a vista para ler um dos 52 volumes do romance “a Mãezinha dos pobres”, publicado quinzenalmente, o qual até avô e tios embevecidos ouviam em silêncio e acompanhavam, quase diariamente, como se fosse um folhetim através de um rádio que não existia. Quando alguém emitia apenas um sussurro, mesmo que ao ouvido, logo era admoestado pelo avô, sentado na sua cadeira de vime no canto da sala onde fumava um cigarro “santa maria”, e não queria perder pitada do episódio que estava a ser relatado.
Num dos barrotes de madeira arqueados pelo tempo e pelo peso do soalho de um compartimento superior, que por sua vez suportava a cobertura de restolho da habitação onde os irmãos dormiam, encontravam-se pendurados os instrumentos musicais que iriam alegrar a Festa. A viola de arame, a guitarra de fado, a rabeca, a gaita-de-beiços, o acordeão, o pandeiro, o bombo, o rajão o pandeiro e o braguinha iriam sair do sítio para as mãos de um grupo constituído pelos tios e amigos que percorriam as casas dos vizinhos os quais eram recebidos efusivamente, qual banda de rock, porque eram eles que tocando e cantando, lembravam o encanto e o espírito do natal. Na 1ª oitava vamos ao sítio do Janeiro a casa da tia Carolina! aventava um, para logo o outro entusiasmado exclamar; e na 2ª oitava vamos ao sítio da Terça a casa da prima Bernardete! Os instrumentos alegravam as missas do parto, iriam alegrar a véspera, o dia de natal, as oitavas, a Festa dos reis e só seriam guardados após a festa do Santo Amaro.
Na antevéspera a avó amassava o pão e deixava levedar para na véspera leva-lo ao forno de lenha de uma tosca cozinha e consumir no dia de Festa o qual, mesmo endurecidos, sobrava ainda para os dias seguintes porque não havia um “shop” por perto onde fosse comprar pão fresco. Na noite da consoada servia-se uma saborosa canja de galinha velha e no dia de Natal pela manhã uma fatia de pão com torresmos e cacau (então iguaria de luxo) comprado à grama na venda do Moinheiro ou do Vasconcelos. A carne de vinha-d’alho, proveniente da função do porco - apenas na casa dos mais abastados- acompanhada com batata doce, semilha e feijão cultivados na própria fazenda era o repasto para o almoço do dia de Festa.
Um petiz de cinco anos aconchegado ao colo da tia, enquanto a mãe bordava, memorizava sem saber, esta aguarela que recordaria ao longo da vida e resistia estoicamente ao sono que o invadia já que não queria perder o momento único de colocar o sapatinho na lareira da cozinha, contigua à casa, cujo acesso só era possível pela rua e ninguém tinha coragem para deitar o nariz fora da porta e enfrentar o frio agreste. Por muito que custasse o pai determinado embrulhou o filho numa manta e levou-o à lareira onde a criança, finalmente, colocou o sapatinho não fosse o Pai Natal descer pela chaminé e não encontrasse algo onde depositar o brinquedo porque as crianças de outros natais ainda acreditavam piamente na vinda do velhinho barbudo. A noite mal dormida era interminável dada a ânsia de logo pela manhã ir à lareira espreitar o presente com o homem das barbas brancas e fato vermelho o havia contemplado. Não eram presentes de luxo – os tabletes, os telemóveis e os drones viriam mais tarde- era apenas um carrinho de plástico, réplica do wokswagen carocha, e um ioiô mas era suficiente para trazer enorme felicidade, magia e encanto aquela criança que viveu outra época na qual os pais modernos não lhe roubavam a fantasia.
À data de 29 de Dezembro não havia a preocupação de preparar o réveillon num hotel de 5 estrelas, apenas era aguardada a noite dos Reis para calcorrear novamente veredas e leito das ribeiras empunhando um “cezico” (recipiente com petróleo e torcida) que iluminava a negra noite e, cantando as janeiras, lá iam de casa em casa a troco de mais um copo e um “dentinho” que ficara do “faustoso” dia de Festa. Saudades de natais que não voltam mais porque a sociedade de hoje rege-se por outros padrões de felicidade esquecendo de preservar as nossas saudáveis culturas tradicionais e transmiti-las aos nossos petizes.
Um próspero ano novo e, parafraseando um amigo meu; façam o favor de ser felizes

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

UM CHARTER DE INTERROGAÇÕES

Antes de mais felicito os cerca de 50 jovens estudantes (veio algum do Porto?) mesmo com o atabalhoado fretamento do charter PT9117 tiveram a felicidade de passar o Natal junto das suas famílias. Como pai também já senti na pele quanto custa ter um(a) filho(a) a estudar no Continente. Todavia gostaria que todos, madeirenses e G.Regional, tirássemos as devidas ilações, para memória futura, já que este charter veio com metade da lotação mas cheio de interrogações. Operações de charme de última de hora e feita sobre o joelho dão sempre mau resultado. Já prometi que jamais deixaria de falar e só me calarei quando a TAP passar a praticar preços justos para não precisarmos destes remendos. A história da mobilidade já tem barbas mas as solução mas as soluções morrem à nascença e entretanto andamos a correr atrás do prejuízo com operações de recurso e confusas de última hora. Senão vejamos: este fretamento custou 30.000€ o que dividido por 170 lugares custaria, sem subsídio, 176€ por cada passageiro daí não se compreender como é que a TAP faz preços para a Alemanha ou Inglaterra a 39 €. Ou a TAP perde dinheiro para esses destinos o que para a Madeira é “proibido” ou mais uma vez estamos perante a estúpida exploração nas passagens dos madeirenses que mesmo com recurso a avião fretado, pagam sempre mais caro. Mesmo assim parece que o GR e a TAP deram um doce aos “coitadinhos” dos estudantes. Também não se compreende que para completar os lugar vazios, vende-se bilhetes, apenas de regresso. A questão é; o preço que os passageiros irão pagar será 32.50€ por uma ida ou pagarão 65€, preço estabelecido para ida e volta? Certamente chamar-me-ão abelhudo por estar a fazer contas à vida alheia mas estas interrogações são pertinentes uma vez que casos destes acontecerão no futuro pelo menos enquanto não se resolver o eterno problema da mobilidade. O dinheiro não cai do céu também não sai dos bolsos de nenhum governante, é fruto dos pesados impostos que pagamos e por isso não pode ser para operações de cosmética e gáudio de governantes que, para ficar bem na fotografia, fazem negociações inconsequentes apenas para mostrar que cumprem promessas como por exemplo a operação ferry novamente cheio de interrogações e custe quanto custar (a quem?) estará na Madeira no verão de 2018. Nisso falaremos mais tarde. Feliz natal
Juvenal Rodrigues

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O ENIGMA DO SR SECRETÁRIO

As declarações do Dr. Pedro Calado no programa da RTP-M, “Em entrevista” na passada sexta-feira, 8.12.17, deixaram-me boquiaberto. O Sr Vice-presidente chegou ao Governo a um mês e meio e parecia já ter resolvido os problemas pendentes que a Madeira tinha. No desenrolar da entrevista vi que afinal não resolveu coisa nenhuma e apenas entrou em pré-campanha eleitoral para 2019. Trouxe novamente um rol de promessas e ainda acrescentou um enigma. A uma pergunta do Jornalista sobre o subsídio de mobilidade respondeu que a culpa do imbróglio não era da TAP nem da República nem dos madeirenses mas não podia revelar ainda de quem era. Será de D. Sebastião? Relevou o charter para os estudantes neste Natal como se fosse um grande feito do G.R. Certamente que os estudantes impossibilitados, por culpa do seu Governo, de passarem a Festa em família, agradecem mas isto, além de não resolver coisa nenhuma, cria duas injustiças e uma questão. 1- Que dirão os pais que já tinham desembolsado enormes quantias para os filhos virem cá ?
2- Parece-me que o charter foi apenas para os estudantes de Lisboa e esqueceu os do Porto. A questão: Porque não foi esta medida implementada antes como quando fretavam aviões para os jogadores? Depois esqueceu-se que todas as coisa boas e más que aconteceram na Madeira foi obra do seu Governo e dos governos anteriores do PSD-M mas preferiu, novamente, fazer campanha dizendo que todas as culpas eram dos deputados da oposição, da Madeira, na A. da República. Ó Sr. Secretário então esqueceu que tanto o Hospital novo, o Ferry e os transportes foram varias vezes abordados e negociados pelo líder do PS-M, Carlos Pereira que, por influência ou não, do Governo Central ser do PS, ainda se fez ouvir na AR e encetou várias negociações com os Ministros da República? Não fora o Dr. Carlos Pereira ter levado o dossier Hospital para a AR talvez este ainda estivesse encravado no meio das bananeiras das expropriações. Quanto aos betinhos deputados do PSD-M na AR, sabe de alguma coisa que eles fizessem sem ser dizer asneiras? Aprenderam na escola do seu “querido líder” e não sabem dizer outra coisa que não seja deitar as culpas para a República e dizer mal dos deputados da Madeira. Por fim, espero que a alienação das quotas nas PPP’s, que VªExª acerrimamente defende, não sejam apenas para mostrar trabalho e pagar os custos do Ferry que afirma vir para a Madeira no verão de 2018 custe o que custar.
Juvenal Rodrigues