sexta-feira, 23 de junho de 2017

O ENTERRADO E RESSUSCITADO "CUBA LIVRE"

Antes de abordar o tema do meu artigo de hoje manifesto, publicamente, o meu profundo pesar pelas vítimas da tragédia que assolou Pedrógão Grande.
Ou a justiça está a citar arguidos sem fundamentação e a condenar cidadãos na praça publica ou então é uma máquina que emperra numa legislação velha, burocrática e complexa já que de milhares de arguidos neste país conta-se pelos dedos de uma mão aqueles que são condenados. O cidadão já não tolera e não confia numa justiça ineficiente. Quero continuar a acreditar na justiça, pedra basilar de um Estado de Direito, num país democrático, porém as dúvidas assaltam-me a cada novo caso citado já que irá de encontro a uma teia chamada legislação onde fica enleado.
Vem esta introdução a propósito do caso “cuba livre” que depois de muitos anos “enterrado” e de tanto aparato com GNR e PJ a carregar um avião com documentos comprometedores (?), é tardiamente “ressuscitado” para ser novamente “enterrado. Então, depois dos indícios de vários ilícitos, a nossa justiça chega, com confrangedora simplicidade, a uma conclusão que, aos olhos do cidadão, afigura-se surreal?
A senhora juíza, Susana Mão de Ferro, conclui que não oferece qualquer dúvida que os arguidos são responsáveis pelo cometimento dos actos violadores da lei mas... lembra que nem todos os actos constituem crime a assim o famoso “cuba Livre” é novamente “enterrado” ficando desta vez com uma “folha de fora” para mandar investigar favores às construtoras isto depois de uma “milagrosa” denuncia anónima que apontava várias situações ilícitas.(Vide D.N. 18.5.17)
Tomando por base a convicção da senhora juíza, se houve adjudicações fraudulentas, se as dívidas tiveram a data viciada cujos alegados executores do plano foram Rui Gonçalves, então, diretor regional do Orçamento, e Ricardo Reis, então, chefe de gabinete do Secretário do Equipamento Social, se Jardim deu ordem às empresas de construção para criar nova dívida ao saber que já não podia ocultar mais a antiga, se poucas dúvidas restaram que muitos concursos para as obras da “lei de meios” foram combinados entre construtoras e membros da administração pública, se, como foi referido, Jardim autorizou as empresas de construção a não pagarem a S. Social, se houve favores a autarcas e familiares por obras nas suas casas ou com imóveis a preço de saldo, se na secção da Madeira do T. de Contas houve infiltrados do regime jardinista que faziam vista grossa à contabilidade pública e fingiam não ver que os custos das obras adjudicadas não estavam refletidas nas contas regionais, se, supostamente, havia milhões de euros de trabalhos já executados pelas construtoras mas que ainda aguardavam concurso, se a juíza não acredita nas declarações do arguido Alberto J.Jardim quando este foi chamado a prestar declarações em tribunal e considera mais verosímil a versão do ex-secretário Santos Costa o qual garantiu que todos os membros do Governo tinham conhecimento da base de dados secreta onde estavam registados 201 empreitadas no valor de 1.136 milhões de euros ocultadas das contas regionais. Se depois de tantos “ses”, sete arguidos não são imputáveis, ficamos incrédulos mas pior ficamos com a caricata explicação; os arguidos não tiveram intenção de obter benefícios ou causar prejuízo a alguém. Bem, então presumo que qualquer um, que roube um pão, terá o direito de alegar que foi com intenção da matar a fome e não com a intenção de prejudicar o dono da padaria!
Não foram os madeirenses“roubados” para pagar a dupla austeridade com os PAEL, os PAEF e os cortes no vencimento por via dessa dívida oculta? Isto não é crime?
Todo o poder executivo e legislativo sabe que enquanto o ónus da prova couber ao Ministério Publico e não ao prevaricador, muitos crimes ficarão sem punição mas, mesmo assim, a A.R. Não tem pressa em alterar uma legislação num país que está a revelar-se um gigantesco antro de corrupção política /financeira.

terça-feira, 6 de junho de 2017

A CEGUEIRA DE MISTER TRUMP

Donald Trump cumpriu uma das promessas mais estúpidas da sua campanha e assim os EUA rasgam o Acordo de Paris sobre alterações climáticas porque, segundo ele, quer tornar a América grande outra vez. Num mundo cada vez mais débil e doente esta filosofia só poderia sair duma cabeça loira. Foi com esta e outras promessas estapafúrdias que o homem conseguiu ludibriar 49% de presunçosos com a mania das grandezas. Aquele arrogante e típico americano que em qualquer país que chegue exclama alto e bom som: “I am american”! Paises europeus como a França, a Itália, a Alemanha, Portugal, Espanha e até a China e o Japão já manifestaram o seu desacordo com esta saída mas Trump diz que os outros 195 signatários do acordo, de 2015, é que estão errados ao quererem preservar o clima. Para Trump o que interessa mesmo é preservar a amizade com as Filipinas e com o ditador Bashar al-Assad da Síria, curiosamente, aqueles que andam mais envolvidos em guerras e atentados e assim consomem mais armamento. Este retrógrado presidente ainda ressuscita o velho Faroeste onde vigorava a lei do mais forte e mais rápido no gatilho de um “colt 45” que matava apenas por ambição. Donald Trump ainda não percebeu que a América jamais poderá ser grande enquanto o seu cérebro tiver o tamanho de um grão de areia. Vive tão obcecado pela grandeza que jamais compreenderá que não pode governar um país como governa as suas empresas. Uma empresa explora-se até à exaustão e depois vende-se ou dissolve-se mas o Mundo gere-se por padrões socioeconómicos onde até os pobres têm direito à saúde, ao ensino, à proteção social e à justiça! Enquanto o mundo sensato tenta salvar o planeta Trump, orgulhosamente só, apenas pensa no lucro. Será que uma América rica e obesa poderá viver sozinha? Terá que explicar aos americanos sensatos que a sua filosofia é produzir mais carros altamente poluentes, maior exploração petrolífera mesmo que aumente o efeito estufa e produção de mais armamento para provocar guerras e atentados e assim enquanto os outros se matam com armas americanas a sua América vai crescendo sobre escombros, poluição e cadáveres? É esse o seu conceito de grandeza? Espero que o povo americano de bom senso o ponha no seu lugar a gerir as suas lucrativas empresas porque é só isso que o senhor sabe fazer.
Juvenal Rodrigues

sexta-feira, 26 de maio de 2017

DISCUSSÃO PÚBLICA DO NOVO PDM

Publicado em "cartas do leitor"  no DN Funchal em 25 maio de 2017

Assisti (tencionava participar) na pretérita terça-feira, no Teatro Municipal, ao 1º debate que abre o período de discussão pública sobre o novo PDM para a cidade do Funchal, sob o tema Reabilitação Urbana. Esta foi a forma encontrada pela CMF para os funchalenses poderem contribuir com ideias e pormenores para um PDM que sirva a nossa cidade que é como quem diz, o bem comum. Embora o debate fosse o objetivo, tal não aconteceu porque 4 ou 5 pessoas entenderam expor problemas de habitação própria e má vizinhança monopolizando o debate e inviabilizando a participação de outros cidadãos presentes. Caros concidadãos a verdadeira cidadania não funciona assim, assim só atrapalha quem quer contribuir para melhorar a qualidade de vida do coletivo Problemas com habitação e má vizinhança já existe desde a idade das cubatas e continuará a haver até ao fim dos séculos, porém, com o avanço da civilização os problemas pessoais têm canais próprios para serem avaliados e terão que ser resolvidos caso a caso já que nenhum pais tem leis perfeitas nem tão pouco cidadãos perfeitos onde uma lei fosse à medida de todos. A primeira das 5 sessões temáticas sobre “Projetar o Futuro” não cumpriu o objetivo porque , na realidade, mais parecia um debate político com ataques pessoais e não houve uma única proposta para o bem comum. Valeu a explanação dos técnicos da CMF sobre o PDM e outros planos de pormenor para esclarecer aqueles que estavam interessados no assunto e certamente ficarão com ideias definidas para o próximo debate. Este ciclo de conferências “Projetar o Futuro” têm um objetivo bem definido, levar os funchalense a participar, hoje, no futuro da nossa cidade para vivermos melhor amanhã. Os nossos filhos e netos ficar-nos-ão gratos pela cidade que lhes deixarmos. Quem não estiver com o espírito de discutir, sugerir ou planear deixe que os outros colaborem.
Juvenal Rodrigues

segunda-feira, 22 de maio de 2017

CONTRA-INFORMAÇÃO OU DELAÇÃO ?

Tudo na vida tem um preço e a liberdade de expressão não foge à regra

19 MAI 2017 / 02:00 H.
Em quem e em quê acreditar? É a preocupação do simples cidadão. Atravessamos um período de incertezas uma vez que ante a sede de poder e a ganância do dinheiro tudo é permitido, mentira demagogia e contra-informação. Não se pode acreditar nos gestores dos Bancos porque quando dizem que tudo vai bem há um banco a falir e lá se vai as nossas poupanças.
Não se pode acreditar na argumentação política porque enquanto o partido A diz que as coisas vão bem, logo o partido B afirma exatamente o contrário. Um deles está errado mas nenhum deles sabe! Não se pode acreditar na indústria farmacêutica já que a ambição pelos lucros astronómicos eleva o preço dos medicamentos muito acima do alcance do nosso poder de compra e o que ainda nos vai valendo é o SNS mas... com estes preços, não sei até quando!
Não se pode confiar nas promessas em campanhas eleitorais porque são esquecidas logo que acaba as eleições e depois apenas servem para “encher chouriços” nos debates políticos distorcendo descaradamente as promessas e empurrando as culpas para terceiros ou seja, confundir para disfarçar.
As redes sociais são um poderoso veículo de informação onde se bebe muitos ensinamentos mas é, também, o maior veículo da mentira, da propaganda, do logro e até da persuasão à distância para levar as pessoas a mutilarem-se e suicidarem-se como no caso da “baleia azul. Isto será simples malvadez ou interesse ignóbeis estão por trás disto e dos ciberataques?
Já nem naquilo que se vê podemos acreditar já que o “photoshop” é usado abusivamente pelos delatores para mudar e achincalhar qualquer fisionomia.
O ataque com gás sarin na cidade de Khan Sheikhun, na Síria, que originou uma retaliação por parte dos E.U.A, de Trump, contra o uso de armas químicas, levou de imediato a Rússia de Putim a afirmar que o ataque não foi ordenadas por Basar Al Assad da Síria (?) Citando René Descartes “daria tudo o que sei pela metade do que ignoro. Até no sofrimento atroz e morte de inocentes usa-se a desinformação ocultar a verdade e confundir.
Medonhos atentados terroristas espalham o caos e o terror e são euforicamente reivindicados por organizações terroristas apenas para se mediatizarem mas na maioria das vezes nem sabemos ao certo quem os praticou.
Nicolás Maduro usa a demagogia pura e dura para tentar instalar um regime cubano na Venezuela e silenciar as “forças do mal” - oposição- que lhe querem tirar do ombro o passarinho ali colocado por “el comandante Chaves. A confiar na informação dos mídea, chega-se ao ponto de saquear o Estado industrial de Carabobo, como “fait divers”, para culpar a oposição.
O desporto junta dezenas de “opinion makeres” à frente de uma televisão onde todos discutem exacerbadamente mas nenhum deles vê as mesmas imagens, ou seja, cada um vê aquilo que quer, ali mesmo nas “barbas” do telespetador.
Diz-se, com alguma ligeireza, que é a liberdade de expressão e o direito de opinião a funcionar. Será! Mas alguém já pensou que esses valores tornam-se abstratos quando não se consegue distinguir a verdade da mentira? Que o valor da informação passa a um banal direito de opinião?
Nunca como agora temos que estar preparados, com o discernimento necessário, para filtrar o que se lê e o que se vê já que os milhões de paginas de informação, por esse Mundo fora, encalham no entulho da mentira, da malvadez e da ganância. As meias verdades alimentam o comportamento vil e execrável de seres humanos, despidos de valores morais que por um minuto de fama ou poder está a levar o Mundo à demência coletiva onde a a noção da verdade está a tornar-se um mito ou coisa do passado. Tudo na vida tem um preço e a liberdade de expressão não foge à regra porque, na maioria das vezes, não nos damos ao trabalho de conte-la, refleti-la e filtra-la. Parafraseando John Kennedy “Quase sempre preferimos o conforto da opinião sem o desconforto da reflexão.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

ÁGUA USADA COMO ARMA

Em junho de 2004 escrevi que a água potável não é mercadoria. Hoje acrescento que também não pode servir de arma para guerras políticas e estúpidos “braços-de-ferro” onde o povo é sempre o grande prejudicado. A senhora presidente da ARM (águas e resíduos da Madeira), Nélia Sousa, ao exigir o aumento do preço da água em alta, consciente ou inconscientemente está a ser usada como braço armado do Governo Regional para asfixiar politicamente a CMF e a Câmara de Santa Cruz, que não fazem parte da ARM, mas esqueceu-se que quem sai sempre prejudicado é a população que, sem culpa nenhuma, irá pagar uma pesada factura de água e resíduos sólidos no fim do mês. Esta é a segunda vez (depois de 2013) que a ARM tenta malabarismos para aumentar o preço da água e é justo que o povo saiba que estas Câmaras têm suportado estes aumentos para não os repercutir no consumidor final, os munícipes. A senhora Nélia Sousa pode fazer as contas que fizer, pode invocar dívidas antigas, pode arranjar desculpas esfarrapadas para o aumento da água em mais de 20% e os resíduos sólidos em mais de 300% mas isso torna-se absolutamente irrelevante quando as consequências sobram para os munícipes quer do Funchal quer de Santa Cruz. Não deve haver pretextos para aumentar o preço de um bem essencial à vida como é a água, ponto final.Mas esta execrável “guerra” política não é inocente, é pura retaliação do G.R contra os executivos das Câmaras que fugiram ao controlo absoluto do PSD-M em 2013 e acentua-se com o aproximar das autárquicas de 2017. Miguel Albuquerque encarnou o velho e mofento PSD usando a mesma metodologia de A.J.Jardim. Em quase 4 anos de funções do novo executivo da “Mudança” nunca pagou os cinco milhões de euros de IRS que devia à CMF, os quais reivindicava ao seu antecessor, não estabeleceu um único contrato-programa ao contrário de quando a Câmara era PSD que estabeleceu contratos num valor superior a 70 milhões de euros e tenta subtilmente asfixiar as Câmaras que “fugiram” ao psd-MEsta é a verdade dos factos, o povo da Madeira sempre serviu de arma de arremesso nas mãos dos políticos e isto tem de acabar urgentemente,não podemos ser nós cidadãos a pagar as “guerras” dos políticos incompetentes, vingativos e sem moral.
Juvenal Rodrigues

terça-feira, 28 de março de 2017

O QUE ELE ANDOU A FUMAR?

0 QUE ELE ANDOU A FUMAR?          Publicado no DN Madeira em 27.03.16
O discurso do líder do PSD-M, dr. Miguel Albuquerque, no jantar da Madalena do Mar, aquando da apresentação do candidato à Câmara da Ponta de Sol, lembrou-me a frase do ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt, “o que andou a fumar o presidente Donald Trump”? O “sr. Promessas” afirmou que a população vive pior em concelhos da oposição do que nas Câmaras do PSD-M. Valha-me “S. cricalho”! Estava mesmo convicto do que dizia ou tem os olhos na nuca? Porque lhe custa tanto admitir que as atuais Câmaras, que em boa hora foram retiradas ao seu PSD, embora não sendo um paraíso, estão muito melhores quer a nível social quer financeiro? Em que aspeto estão melhores as Câmaras PSD-M ou mesmo o Governo Regional? Só para mais tarde recordar: a CMF além de pagar as dívidas que V.ª Ex.ª lá deixou ainda arrumou a casa, financeira e socialmente. Agora em vez de dívidas a fornecedores a 3 anos tem a 3 meses e ainda tem levado a cabo diversos programas sociais e se mais não fez foi porque teve de arrumar uma casa que V.ª Ex.ª e a sua vereação deixaram desarrumada. O Dr. Miguel Albuquerque tem andado muito distraído ou muito ocupado com jantares de campanha com espetada e vinho seco ao estilo do seu antecessor! Também não reparou que os eleitos das Câmaras de Machico, do P. Moniz, do P. Santo e ainda S. Vicente e Santana encontraram só dívidas e má gestão em contratos públicos e privados. Apesar de tudo ainda fizeram obra e, se mais não fizeram, foi porque o seu governo, ao contrário do que faziam antes com todas as Câmaras PSD a quem davam milhões através de contratos-programa, agora cancelou esses contratos porque são da oposição. Mas olhe que as populações nesses Concelhos também são madeirenses e hão-de lembrar-se disso na altura das eleições. Já agora diga aos madeirenses e portosantenses, além de tanta promessa falhada, quais foram os investimentos que o sr. presidente fez em quase 2 anos de Governo? Ah! Já me esquecia de um “grande (d)feito”, o nome do Cristiano Ronaldo no Aeroporto da Madeira! Se pensa imitar o seu antecessor que recorria a inverdades, a ofensas e ao mal-dizer para ganhar eleições tire o “cavalinho da chuva”. Primeiro porque apenas herdou o “trono” mas não herdou o carisma do UI e segundo porque os madeirenses, aos poucos foram-se curando da “cegueira” e hoje já não vão nessa cantilena. Além disso não vamos cair duas vezes em falsas promessas.
Juvenal Rodrigues

quinta-feira, 23 de março de 2017

A PROXIMA FRONTEIRA

 Artigo de opinião publicado no DN Madeira

A próxima fronteira

22 MAR 2017 / 02:00 H.


Já se torna assustador a alucinante transformação das novas tecnologias. A próxima fronteira, segundo os cientistas, revelar-se-á gradualmente até 2050 de modo inimaginável e transformará indelevelmente o nosso quotidiano.
A minha geração, em poucos anos, atravessou várias etapas francamente revolucionárias. Foi a “conquista” da Lua, a descoberta da televisão, o computador, a revolução da gravação de imagem e som, os velhinhos gira-discos de vinil deram lugar aos leitores de CDs e DVD, a robotização, os velhos telemóveis em meia dúzia de anos tornaram-se obsoletos para dar lugar ao iPad, ao tablete e agora ao indispensável smartphone que já nos permite transportar o escritório na ponta do dedo. A inovação na tecnologia automóvel, a transição de combustíveis fosseis para fontes de energia alternativas e a recente descoberta de um sistema com 7 novos planetas semelhantes à terra. A impressão da sua própria casa em 3 D é já uma realidade como demonstrou a empresa norte americana “Apis Cor” construindo uma casa na Rússia com 37m2 em apenas 24horas, com um custo apenas de 10 mil dólares e com durabilidade prevista até 175 anos. Poderemos ainda imprimir qualquer objeto tais como, casas, carros, vestuário, instrumentos musicais etc. com uma simples impressoras 3D tendo apenas que “baixar” um modelo da internet. Toda esta inovação tecnológica aconteceu em poucos anos e não conhece limite.
O biogerontologista inglês Aubrey de Grey (embora contrariado por outros cientistas) já comparou o corpo humano a um carro onde se conserta um defeito aqui, outro ali e substitui uma peça acolá levando a crer que morreremos apenas por acidente. Apenas uma coisa permanecerá, digo eu, a desigualdade humana porque tudo terá custos elevados e nem todos poderão pagar.
Mas porque esta incursão no mundo da futurologia? perguntarão! Exatamente para os mais distraídos estarem atentos às mutações constantes e à rapidez com que elas acontecem afim de nos prepararmos para o profundo e irreversível choque tecnológico.
Já em 2011 Stephanie Bird, diretora do departamento de RH no Chartered Institut afirmava que em 2020 nada se parecerá com o que era então. A inteligência artificial vai levar à eliminação e transformação da maioria das profissões e empregos. Esta poderá ser a década dos avanços tecnológicos nas áreas da nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia de informação e ciências cognitivas já conhecidas pelo acrónimo NBIC
O ensino provavelmente já sem professores, terá um papel preponderante e quem não souber operar com um computador será o analfabeto do futuro.
Não caros leitores, não pensem que isto são apenas fantasias ou divagações no Mundo da ficção cientifica, basta consultar a muita informação disponível e compreenderão que esse futuro já não é uma questão de se, mas de quando. Poderia citar inúmeras fontes mas deixo-vos apenas com este estudo que a empresa de logística alemã DHL desenvolveu, com 42 especialistas, para antever o que será o Mundo em 2050. Considerando a economia, tecnologia, sociedade e clima, chegou à conclusão que o ritmo das mudanças acelerou rapidamente nos últimos anos, o que a levou a dividir esse estudo em 5 cenários.
1: Economia selvagem com colapso eminente e o consumo de massa desenfreado insustentável dos recursos naturais. 2: Eficiência das megacidades imergindo como epicentro do crescimento sustentável. 3: estilo de vida personalizada onde a individualização e consumo personalizado são penetrantes. 4: protecionismo paralisante onde o processo de globalização foi parado, devido a dificuldades económicas, ao nacionalismo exacerbado e ao surgimento de barreiras protecionistas. 5: Resiliência Global-adaptação local descreve um Mundo marcado por um alto nível de consumo sustentado por uma produção automatizada de baixo custo. As alteração climáticas aceleram e acabam por provocar catástrofes naturais com maior frequência.
Porém nem tudo é incógnita, algo permanecerá imutável...os políticos, mesmo aqueles que não justificam o que ganham terão o futuro garantido já que precisaremos sempre de seguir uma liderança e de ser governados.